domingo, 21 de setembro de 2014

Vamos endireitar o Brasil?


COMISSÃO DO SENADO APROVA PROGRAMA DE AÉCIO QUE MELHORA O BOLSA FAMÍLIA; O PT, ACREDITEM!, VOTOU CONTRA



É preciso pôr fim à sem-vergonhice política de tratar o Bolsa Família como dádiva de petistas. O programa é parte de uma política de Estado para minorar os extremos de pobreza no país. Não põe fim à pobreza, é bom que fique claro. Isso só se consegue com crescimento da economia, com inflação baixa, com geração de empregos de qualidade. Mas o programa, inequivocamente, colabora para tirar pessoas da miséria absoluta. Não foi criado pelo PT. Não é uma invenção de Lula. Trato disso daqui a pouco.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) apresentou dois projetos no Senado tratando do programa: um deles mantém o pagamento do Bolsa Família por seis meses para chefes de família que ultrapassarem a faixa de renda prevista para o recebimento do benefício. O outro incorpora o programa à Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). Assim, o programa de transferência de renda passaria a ter recursos garantidos pelo Fundo Nacional de Assistência Social.
O primeiro foi aprovado nesta quarta na Comissão de Assuntos Sociais do Senado por 10 votos a 9. O PT, acreditem vocês, VOTOU CONTRA. Aécio contou com o apoio de senadores da base governista. Uma leitura ligeira poderia sugerir se tratar de um benefício indevido, com ônus para os cofres públicos, já que, mesmo fora da faixa, o pagamento continuaria a ser feito por seis meses.
É justamente o contrário. Hoje, constata-se, muita gente evita o emprego formal, com carteira assinada porque teme o imediato desligamento do programa, sem saber se permanecerá ou não no emprego que conquistou. Havendo a garantia suplementar, a tendência é que haja mais formalização da mão de obra. É uma boa proposta, que segue agora para votação na Comissão de Direitos Humanos do Senado, onde será analisado em caráter terminativo. Se aprovado, segue diretamente para Câmara, sem passar pelo plenário.
O outro projeto
O outro projeto de Aécio, que o PT também tenta derrubar, faz com que o Bolsa Família seja uma política de estado. Os petistas não terão mais como fazer terrorismo: “Olhem, se Fulano ganhar, acaba o Bolsa Família…”.
Não custa lembrar que o programa NÃO FOI CRIADO POR LULA, E É FÁCIL PROVÁ-LO. O Bolsa Família é uma reunião de benefícios de ações que estavam em curso no governo FHC. No dia 20 de outubro de 2003, por meio de uma Medida Provisória, Lula os juntou num só e lhes deu um novo nome. Enviou o seguinte texto ao Congresso:
(…) programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação – “Bolsa Escola”, instituído pela Lei n.° 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação – PNAA, criado pela Lei n.° 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Saúde – “Bolsa Alimentação”, instituído pela medida provisória n.° 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás,instituído pelo Decreto n.° 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto n.° 3.877, de 24 de julho de 2001.
Retomo
Ele não criou nada. Os programas no governo FHC atingiam cinco milhões de famílias. E nem entraram na propaganda eleitoral tucana de 2002 porque o PSDB não fazia exploração eleitoreira dos benefícios. E lembro, para arrematar, o que já publiquei aqui: Lula era contra programas de bolsa porque considerava que eles deixavam o povo preguiçoso.
No dia 9 de abril de 2003, em visita ao semiárido nordestino, em companhia de Ciro Gomes, o então presidente fez o seguinte discurso, contra o Bolsa Família e em favor do seu programa Fome Zero, que nunca existiu:
Eu, um dia desses, Ciro [Gomes, ministro da Integração Nacional], estava em Cabedelo, na Paraíba, e tinha um encontro com os trabalhadores rurais, Manoel Serra [presidente da Contag - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], e um deles falava assim para mim: “Lula, sabe o que está acontecendo aqui, na nossa região? O povo está acostumado a receber muita coisa de favor. Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.” Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade. Isso é o que faz as pessoas andarem de cabeça erguida. Isso é o que faz as pessoas aprenderem a escolher melhor quem é seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado, a senador, a governador, a presidente da República. Isso é o que motiva as pessoas a quererem aprender um pouco mais.
Como se vê, Lula é que queria acabar com o Bolsa Família, dando, em troca, para as pessoas um prato de comida.
Por Reinaldo Azevedo
 28/05/2014 às 15:57
Leônidas Loureiro
 Saúde $ Paz
(91) 99856043/96418072

Análise fria (Estadão)



 ELEIÇÕES 2014: 


 
O ESTADO DE S. PAULO  
O Brasil é um país fantástico.Nulidades são transformadas em gênios da noite para o dia. Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres. Temos ao longo da nossa História diversos exemplos.O mais recente é Dilma Rousseff.
Surgiu no mundo político brasileiro há uma década. Durante o regime militar militou em grupos de luta armada, mas não se destacou entre as lideranças.Fez política no Rio Grande do Sul exercendo funções pouco expressivas. Tentou fazer pós graduação em Economia na Unicamp, mas acabou fracassando,não conseguiu sequer fazer um simples exame de qualificação de mestrado. Mesmo assim,durante anos foi apresentada como "doutora" em Economia.Quis-se aventurar no mundo de negócios, mas também malogrou. Abriu em Porto Alegre uma lojinha de mercadorias populares, conhecidas como "de 1,99". Não deu certo. Teve logo de fechar as portas.
Caminharia para a obscuridade se vivesse num país politicamente sério. Porém, para sorte dela, nasceu no Brasil. E depois de tantos fracassos acabou premiada:virou ministra de Minas e Energia.Lula disse que ficou impressionado porque numa reunião ela compareceu munida de um laptop.Ainda mais: apresentou um enorme volume de dados que, apesar de incompreensíveis, impressionaram favoravelmente o presidente eleito.
Foi nesse cenário, digno de O Homem que Sabia Javanês, que Dilma passou pouco mais de dois anos no Ministério de Minas e Energia. Deixou como marca um absoluto vazio.Nada fez digno de registro.Mas novamente foi promovida. Chegou à chefia da Casa Civil após a queda de José Dirceu, abatido pelo escândalo do mensalão. Cabe novamente a pergunta: por quê? Para o projeto continuísta do PT a figura anódina de Dilma Rousseff caiu como uma luva. Mesmo não deixando em um quinquênio uma marca administrativa um projeto, uma ideia, foi alçada a sucessora de Lula.
Nesse momento, quando foi definida como a futura ocupante da cadeira presidencial, é que foi desenhado o figurino de gestora eficiente, de profunda conhecedora de economia e do Brasil, de uma técnica exemplar,durona,implacável e desinteressada de política.Como deveria ser uma presidente a primeira no imaginário popular.
Deve ser reconhecido que os petistas são eficientes. A tarefa foi dura,muito dura.Dilma passou por uma cirurgia plástica, considerada essencial para, como disseram à época, dar um ar mais sereno e simpático à então candidata. Foi transformada em "mãe do PAC". Acompanhou Lula por todo o País. Para ela e só para ela a campanha eleitoral começou em 2008.Cada ato do governo foi motivo para um evento público, sempre transformado em comício e com ampla cobertura da imprensa. Seu criador foi apresentando homeopaticamente as qualidades da criatura ao eleitorado.Mas a enorme dificuldade de comunicação de Dilma acabou obrigando o criador a ser o seu tradutor, falando em nome dela e violando abertamente a legislação eleitoral.
Com base numa ampla aliança eleitoral e no uso descarado da máquina governamental, venceu a eleição. Foi recebida com enorme boa vontade pela imprensa. A fábula da gestora eficiente, da administradora cuidadosa e da chefe implacável durante meses foi sendo repetida. Seu figurino recebeu o reforço, mais que necessário, de combatente da corrupção.Também,pudera:não há na História republicana nenhum caso de um presidente que em dois anos de mandato tenha sido obrigado a demitir tantos ministros acusados de atos lesivos ao interesse público.
Com o esgotamento do modelo de desenvolvimento criado no final do século 20 e um quadro econômico internacional extremamente complexo,a presidente teve de começar a viver no mundo real. E aí a figuração começou a mostrar suas fraquezas. O crescimento do produto interno bruto (PIB) de 7,5% de 2010, que foi um componente importante para a vitória eleitoral, logo não passou de uma recordação. Independentemente da ilusão do índice (em 2009 o crescimento foi negativo: -0,7%),apesar de todos os artifícios utilizados,em 2011 o crescimento foi de apenas 2,7%. Mas para piorar, tudo indica que em 2012 não tenha passado de 1%.Foi o pior biênio dos tempos contemporâneos, só ficando à frente,na América do Sul,do Paraguai. A desindustrialização aprofundou-se de tal forma que em 2012 o setor cresceu negativamente: -2,1%. O saldo da balança comercial caiu 35% em relação à 2011, o pior desempenho dos últimos dez anos,e em janeiro deste ano teve o maior saldo negativo em 24 anos. A inflação dá claros sinais de que está fugindo do controle.E a dívida pública federal disparou: chegou a R$ 2 trilhões.
As promessas eleitorais de 2010 nunca se materializaram.Os milhares de creches desmancharam-se no ar. O programa habitacional ficou notabilizado por acusações de corrupção. As obras de infraestrutura estão atrasadas e superfaturadas. Os bancos e empresas estatais transformaram-se em meros instrumentos políticos a Petrobrás é a mais afetada pelo desvario dilmista.
Não há contabilidade criativa suficiente para esconder o óbvio: o governo Dilma Rousseff é um fracasso.E pusilânime: abre o baú e recoloca velhas propostas como novos instrumentos de política econômica. É uma confissão de que não consegue pensar com originalidade. Nesse ritmo, logo veremos o ministro Guido Mantega anunciar uma grande novidade para combater o aumento dos preços dos alimentos: a criação da Sunab.
Ah, o Brasil ainda vai cumprir seu ideal: ser uma grande Bruzundanga. Lá, na cruel ironia de Lima Barreto, a Constituição estabelecia que o presidente "devia unicamente saber ler e escrever; que nunca tivesse mostrado ou procurado mostrar que tinha alguma inteligência; que não tivesse vontade própria; que fosse, enfim, de uma mediocridade total".

​Partidos têm donos



Prezados
Transmito o texto abaixo para apreciação. Antes o extrato de uma entrevista do Stedile,  a demonstrar a articulação entre os vários órgãos para se atingir objetivos intermediários hoje alcançados e no momento seguinte fazerem uma Constituição mais à esquerda do que a de 1988.
Saudações
Ernesto Caruso 

"11- O MST e outros movimentos sociais pretendem lançar alguma bandeira política e construir mobilizações neste ano? Já está posta na rua, desde o segundo semestre do ano passado.  Nós participamos de  uma ampla frente popular, desde a CNBB, OAB, ABI, CUT e movimentos populares, para juntos lutarmos por uma reforma política. Uma reforma política que mude as regras do jogo, devolva ao povo o direito de escolher seus verdadeiros representantes, altere a correlação de forças na sociedade e abra portas, para que ocorram as outras reformas necessárias: a reforma urbana, a reforma agrária, a reforma educacional garantindo 10% do PIB para educação, a ampliação dos recursos para saúde, e o controle dos juros e do superávit primário. João Pedro Stedile, 25 de janeiro de 2014, em leonardoboff.wordpress.com"

Partidos têm donos
 Ernesto Caruso

       Nesse particular o PT é bom exemplo a ser lembrado e péssimo exemplo a ser seguido como símbolo de democracia. Ganhou popularidade e com persistência, apoio financeiro, “banho de loja” e culto à personalidade chegou ao poder e se lambuzou (outra estória).
Faz tempo que Lula manda no partido. Os nomes que indica para os cargos eletivos de maior expressão são aceitos aparentemente sem contestação. Dilma Roussef foi o primeiro teste e, sucesso ao chegar à Presidência da República sob a luz do padrinho Lula. Praticamente uma desconhecida espertamente lançada antes dos outros partidos. Com Fernando Haddad imposto como candidato à Prefeitura de São Paulo comemorou o resultado nas urnas.
       Nesta eleição de 2014, lançou como candidato ao governo de S. Paulo, o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, porta-bandeira do programa encomendado ao ditador cubano, ao importar 14 mil mais ou menos médicos da ilha da fantasia dos irmãos Castro. Não anda bem nas pesquisas com os respingos do óleo negro em mar de lama.
       Os outros partidos que formam a base aliada e comparecem ao banquete do governo Dilma/Lula tem os seus donos e caciques que comandam o processo, são nomeados ministros daí a enxurrada dos 39
monstrengos
 que chocam qualquer estudante de Administração ao meditar sobre as atividades de coordenação e controle. Os malfeitos são manchetes e notícias policiais e os comentários espelham o insucesso nos resultados econômicos.
       Os 39 poderiam ser noventa ou cem. Pouco importa. Meia dúzia, mais ou menos, comanda o processo com tentáculos sobre o Congresso Nacional. Risível a propaganda de candidatos, não incluindo o Tiririca e os sérios, que juram e prometem fazer escola, posto médico e creche, reduzir imposto, aumentar salário. Deputados e senadores falam o que querem e votam como lhes mandam. Reprovável ação do toma lá, dá cá.
       Alvíssaras! A “presidenta” Dilma proclamou que os partidos são importantes para a democracia. Aprendeu que o partido único, próprio dos governos totalitários comunistas, lição do seu passado na guerrilha urbana Castro-Che Guevara não é a melhor solução. Registre-se, presa por tais práticas e não por “crime de opinião”.
       Quando esbraveja que o Congresso deve ser pressionado para aprovar a realização do plebiscito em prol da reforma política como remédio contra a corrupção e com isso pretender eleger uma assembleia constituinte, envereda por perigoso caminho modelo Chávez/Maduro/bolivariano e substituir a Constituição Cidadã de 1988.
       Todo o cuidado é pouco com apelos do tipo conversa mole e falsa: “Se você é contra a corrupção e o aparelhamento máquina pública pelos partidos, Constituinte já.”. E mais ênfase em rótulos marcantes da pregação marxista: “Plebiscito Popular (?!) por uma Constituinte Exclusiva Soberana do Sistema Político.”.
       Como divulgado, as organizações alinhadas com o plebiscito têm como meta colher 10 milhões de assinaturas. Até em fila de banco se vê. Iludidos e ansiosos por melhores condições de vida na assistência médica, educação, transporte e segurança, assinam. Quem não é contra a corrupção? Irresistível o apelo: “basta assinar e colocar o RG”.
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       Lula falando da reforma política (http://youtu.be/Yt5cXEXtVt0) condena o financiamento privado e deseja que seja transformado em crime inafiançável e assim radicalizar para moralizar a política. Pode? O PT tem recebido recursos dessas fontes muito mais do que os outros partidos e o mensalão, já condenado pelo STF, foi o resultado da compra de votos no parlamento.
       Não soam bem o discurso da moralização e a necessidade de nova Carta Magna. Pode ser cortina de fumaça para encobrir os malfeitos da Petrobras em pauta, mas com o perigo maior de uma Constituição bolivariana.