domingo, 22 de junho de 2014

ELEIÇÕES – O POVO NÃO VAI SUPORTAR FRAUDE!


Após o tiro no pé que o governo se aplicou divulgando os resultados comprados no Ibope, que davam vitória à Dilma, e a pesquisa do SBT com mais de duas mil pessoas colocando Aécio Neves em primeiro lugar na preferência do eleitorado, Eduardo Campos em segundo e Dilma Rousseff em terceiro, ele, o governo, não teve outra saída se não jogar a toalha e admitir que haverá segundo turno, sim. Pelo menos foi o que ficou bem claro naquele pronunciamento do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) logo após as vaias na abertura da Copa.

Não precisa ser expert em política para entender que o PT, nas palavras do referido ministro está armando alguma (mais uma...).
Mas o povo já está escaldado e desconfia de tudo que vem do PT... E a conclusão é uma só: se Dilma se reeleger no primeiro turno ficará óbvio que houve FRAUDE nas urnas, ainda mais após o ministro Toffoli ter proibido o teste das urnas eletrônicas. Proibiu por quê? O povo tem o direito de saber tudo o que se passa nos bastidores, e só confiará nas urnas se estas estiverem 100% confiáveis – o que já se provou por A mais B ser impossível, exigindo, portanto, a volta do voto em papel, recontável.

Então, que fique tudo muito bem explicado: HAVENDO FRAUDE, o povo certamente irá às ruas exigir a anulação do pleito e a inelegibilidade de Dilma Rousseff. A população não está mais fazendo papel de vaquinha de presépio – Junho 2013 mostrou isto claramente, e o sangue está ainda mais quente com essa história toda de “padrão FIFA” para os diletos e miséria para o resto da nação. E a total ausência dos parlamentares diante desses fatos atiçou ainda mais a fogueira da revolta. Estamos a um passo de partirmos para uma luta de rua contra tudo e todos que por má ventura venham defender este governo inescrupuloso que aí está. Se não tivermos armas, iremos com paus e pedras, mas, com certeza não nos deixaremos ludibriar mais uma vez por esta patuscada fascista que se aboletou na presidência da república!

POR UM BRASIL DIGNO E HONRADO!

Saudações auriverdes,
Osmar Rezende


Desabafo de um juiz aposentado...



Uma das melhores descrições da atual situação do país. Não sei se há tempo e condições para se reverter esse quadro.  A falência moral é a mais grave das falências.

Desabafo de um juiz aposentado...
  
PREPARA-TE  MINAS GERAIS
  
Nascedouro da nacionalidade, berço da liberdade e sacrário dos valores eternos, minha Minas Gerais não ficará silente nem deserdará seus filhos neste momento tenebroso por que passa o Brasil.

Nuvens negras já despontam no horizonte da Pátria com vistas a turvar e demolir a nossa democracia penosamente construída.

Homens inescrupulosos, impatrióticos e vendilhões se apoderaram do poder em todos os níveis e nele pretendem se perpetuar, impondo-nos ideologia e regime político alienígenas, incompatíveis com nossa tradição, nossas aspirações e com a nossa história.

Estes se espelham no decadente facínora Fidel Castro, no inconcebível regime dito bolivariano da Venezuela e nos mais sanguinários ditadores do mundo.

Aspiram se eternizarem no poder mediante o covarde silêncio do Congresso Nacional e da recente decisão do STF no escandaloso caso de corrupção denominado "mensalão".

O povo, em boa parte analfabeta, carente e dependente das tais bolsas compra votos (bolsa família, bolsa gás, bolsa escola, bolsa prostituta, etc...) não vislumbra, por absoluta incapacidade de discernir, o perigo que se avizinha.

Já perdemos nossa identidade cívica, social e moral e, não demorará perderemos a liberdade caso prossigamos nesta trilha maldita de corrupção e cinismo implantada pelo PT comandado por Lula.

É revoltante assistir a presidente empunhando entusiasticamente a bandeira cubana ao lado do ditador ilhéu; congressistas ostentando nas paredes de seus gabinetes a foto do sanguinário Che Guevara e o presidente da Câmara a afrontar em momento solene o Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do STF.

Avulta-se, com desenvoltura nunca vista, o aparelhamento do Estado, a compra de parlamentares, o sucateamento das Forças Armadas, o manietar da Polícia Federal e pior, o silêncio complacente das instituições, especialmente dos Ministérios Público Federal e Estaduais e a leniência de boa parte do Judiciário além do andar paquidérmico dos processos.

Os políticos, por seu turno, perderam a hombridade e se quedam em covarde passividade diante destes descalabros. Não há oposição para combater tantos desmandos; nenhuma voz de alteia contra este estado de coisas, no Congresso submisso.

Empréstimos secretos são feitos a ditaduras; dívidas de países governados por ditadores são perdoadas sem que a opinião pública brasileira seja consultada; investimentos milionários são feitos em Cuba sob o suspeito crivo de "secretos"; igualmente "secretos" e suspeitos são os gastos com cartões corporativos, as viagens da secretária do ex-presidente e as despesas com viagens internacionais, enquanto ministérios inúteis foram criados para arrebanhar cúmplices neste nefasto aparelhamento do estado petista.

Não há uma ação sequer do governo petista que seja clara e induvidosa. Sobre todas pairam suspeitas e inexplicável silêncio dos governantes.

O Supremo Tribunal Federal, salvo as notórias exceções, hoje mais ainda realçadas, resvalou para o julgamento de conveniência e já não há um cidadão que lhe renda o devido respeito.

As Forças Armadas - silentes por enquanto- se submetem a inaceitável e proposital sucateamento e ainda são humilhadas pela unilateral Comissão da Verdade.

Nossas fronteiras, deliberadamente escancaradas ao narcotráfico, ao contrabando e ao descaminho, às FARC e aos médicos cubanos, são indícios de que estamos perdendo nossa soberania e o controle do que se passa em nosso território.

Adicionem-se a este quadro nebuloso da nacionalidade as suspeitas demarcações de terras indígenas, a desenvoltura do MST, (este claramente estimulado e financiado pelo Planalto) e tem-se o caldo da desobediência civil, do atrito entre irmãos e do caos social.

A violência urbana, já incontrolável, domina todas as comunidades do país; as drogas já escravizam milhões de brasileiros e, segundo consta, já passa de um milhão a coorte de menores zumbis que vaga pelas cidades, dependentes que são do "crak".

Saúde pública vergonhosa, ensino público sofrível, segurança pública nenhuma.

Direitos humanos só para transgressores da lei em inaceitável inversão de valores.

No malsinado governo Goulart, no qual as ameaças foram muito mais tímidas Minas Gerais se levantou e espantou o fantasma que nos rondava.

Na verdade, o Brasil é hoje, apesar da sua grandiosidade, país satélite das diminutas (em todos os sentidos) republiquetas sul-americanas.

Pergunto então: onde está a Maçonaria?
Onde estão as comunidades religiosas?
Onde estão os Clubes de Serviço apologistas das liberdades? Onde estão os homens de bem deste país? Onde estão as forças vivas da comunidade brasileira? Onde está a imprensa?

Estão fingindo nada ver e nada ouvir e fazendo cara de paisagem diante da borrasca político/social que se avizinha.

Creio e espero que agora, se necessário for, Minas novamente se levantará contra o caudilhismo e o comunismo que aí estão à vista e já avizinhados, para honrar a tradição de liberdade que naquelas montanhas é cultuada desde os primórdios da colônia.

Se assim for, estimarei ser convocado e serei um entusiasmado voluntário.

Se o outro nome de Minas é Liberdade como acentuou Tancredo Neves, ela, a Liberdade, daquelas montanhas jamais se arredará.

Tenho fé.

Barbacena, 28 de fevereiro de 2014.

(MOZART HAMILTON BUENO
Juiz de Direito aposentado e Professor
(Residente em Brasília)
Maçom


Não é a política que faz o candidato virar ladrão.
É o seu voto que faz o ladrão virar político.
Não seja um deficiente cívico, faça a sua parte.
Como cidadãos e contribuintes de tributos e de votos,
Vamos nos mobilizar para o exercício saudável da cidadania.

Viva o povo brasileiro

Vale reler hoje o que o próprio Lula escreveu quando era candidato na “Carta ao povo brasileiro”

RUTH DE AQUINO
19/06/2014 
 

É uma vergonha e uma irresponsabilidade com o povo brasileiro a guerra entre classes sociais que Lula vem fomentando. Uma guerra fictícia que só serve a objetivos eleitoreiros. Os insultos grosseiros dirigidos a Dilma Rousseff na estreia da Copa do Mundo, no Itaquerão, têm sido usados por Lula para atacar, mais uma vez,  a tal “elite branca” que ele adulou em 2002 como candidato à Presidência.
Há 12 anos, Lula tentava cativar banqueiros, empresários e a classe média. Queria afastar o medo de que um metalúrgico sindicalista no Planalto pudesse lançar o Brasil no comunismo. Um medo infundado, porque Lula manteve a política econômica de Fernando Henrique Cardoso e conservou a seu lado ministros-chave. Lula prometia construir “um Brasil solidário e fraterno, um Brasil de todos”. Uma de suas bandeiras era a ética, a mudança na forma de fazer política, o combate inclemente à corrupção.
>> Nem gols brasileiros impedem vaias a Dilma

Hoje, o que significa ser brasileiro e patriota? Quem faz greve, para o PT, é oportunista, e as paralisações são políticas, visam derrubar Dilma. Os estudantes que protestam por direitos como educação, saúde e transporte não passam de garotos mimados, filhinhos de papai. Os médicos e professores que exigem melhores salários e condições de trabalho são antipatriotas. Melhor importar cubanos e pagar salários aviltantes porque o grosso vai para Fidel. Os metroviários, os rodoviários tampouco são o povo brasileiro, porque, afinal, tocaram o terror antes da Copa das Copas. Os sem-terra e sem-casa, que não viram o governo do PT cumprir um décimo das promessas de habitação, não passam de uns ingratos.
O maior inimigo de Lula e Dilma, hoje em dia, é o que eles chamam de “elite branca”. Primeiro, pela cor da pele – Lula já deixou claro que brancos, na sua opinião, são perniciosos e causam desastres internacionais na economia. Especialmente, os de olhos azuis. Em segundo lugar, estudaram demais, leram demais, fizeram mestrado, doutorado. Segundo Lula, isso estraga o caráter. As convicções de Lula deveriam impedi-lo, moralmente, de aceitar e comemorar os títulos de doutor honoris causa de universidades no mundo inteiro.  Acadêmicos, professores universitários, cientistas não são, definitivamente, “o povo brasileiro”. Ricos, então... Esses deveriam ser banidos. Não os ricos “públicos” – políticos, senadores, deputados, sindicalistas, amigos do PT. O ódio é contra os ricos “privados”. Esses são mal-educados, xingam Dilma, em pleno estádio. O povo brasileiro não é assim. É cordial e civilizado. E, quando sai quebrando tudo na rua, deixa de ser brasileiro?
Temos presenciado o exercício pobre, populista, ignorante, de tentar desviar a insatisfação popular para uma guerra entre classes sociais e até entre grupos étnicos. É o maniqueísmo do Poder. Trata-se de um recurso comum de governos acuados, de qualquer coloração política. É bem verdade que, dentro do governo, tem gente que se envergonha do “nós contra eles”. Na quarta-feira, o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, afirmou que não foi só a “elite branca” que xingou Dilma. “Não tinha só elite branca, não! Fui e voltei de metrô. Tinha muito moleque gritando palavrão dentro do metrô que não tinha nada a ver com elite branca. A coisa desceu! Esse cacete diário de que não enfrentamos a corrupção, aparelhamos o Estado, somos um bando de aventureiros que veio se locupletar, essa história pegou na classe média.” A classe média no Brasil tem renda familiar per capita de R$ 291 a R$ 1.019, segundo o governo. Ela é centrista, conservadora e, hoje, insatisfeita com a inflação crescente, o descontrole dos gastos públicos, o baixo nível dos serviços públicos e a corrupção institucionalizada. Ela estava no estádio.
Nesses momentos de retórica radical, vale entrar no túnel do tempo e reler o que o candidato Lula escreveu há exatos 12 anos na “Carta ao povo brasileiro”:
– O Brasil quer mudar. Mudar para crescer, incluir, pacificar. Nosso povo constata com pesar e indignação que a corrupção continua alta e, principalmente, a crise social e a insegurança tornaram-se assustadoras. O país não pode insistir nesse caminho. O povo brasileiro quer mudar para valer. Quer trilhar o caminho da reforma tributária, que desonere a produção. Da reforma agrária que assegure a paz no campo. Da redução de nossas carências energéticas e de nosso deficit habitacional. Da reforma previdenciária. O novo modelo não poderá ser produto de decisões unilaterais do governo. Acredito que o atual governo colocou o país novamente em um impasse. A estabilidade, o controle das contas públicas e da inflação são hoje um patrimônio de todos os brasileiros. Não são um bem exclusivo do atual governo. Vamos ordenar as contas públicas e mantê-las sob controle.
Luiz Inácio Lula da Silva, 22 de junho de 2002.

sábado, 21 de junho de 2014

As denúncias de envolvimento do pastor Marcos Pereira da Silva com o narcotráfico

O líder religioso enfrenta denúncias de ligação com o narcotráfico – uma delas envolve o deputado Anthony Garotinho

HUDSON CORRÊA
19/06/2014 22h07 
 
FRAUDE O pastor Marcos num culto. Ele é acusado de fomentar rebeliões para, depois, ser chamado como mediador (Foto: Felipe Varanda /Folhapress)

Era madrugada de domingo, a poucas horas das eleições de 3 de outubro de 2010. No Rio de Janeiro, o pastor evangélico Marcos Pereira da Silva e os líderes de sua igreja – a Assembleia de Deus dos Últimos Dias – estavam insones. Naquela madrugada, de acordo com um depoimento feito por uma testemunha à Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) – mantido sob segredo de Justiça e revelado por ÉPOCA com exclusividade –, o pastor Marcos se reunira com o ex-governador Anthony Garotinho, então candidato a deputado federal pelo Partido da República (PR). Segundo o depoimento, os participantes da reunião decidiram que Marcos e seus seguidores iriam ao bairro da Vila Cruzeiro combinar com traficantes ataques em diversos locais da cidade. A ação visava atrapalhar a reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB), que prometia mais rigor contra o tráfico. Ainda de acordo com o depoimento, Marcos recebia dinheiro de traficantes para fazer cultos nas favelas e temia perder essa renda.
Procurado por ÉPOCA, Garotinho não respondeu se participou da reunião. Quatro dias após as eleições de 2010, ele previu em seu blog que uma onda de violência tomaria as ruas do Rio de Janeiro. “A farsa da pacificação acabou. Agora, salve-se quem puder e que Deus nos proteja”, escreveu ele. A premonição de Garotinho se confirmou. Atos isolados de violência iniciados logo após as eleições, como arrastões e tiroteios de menor proporção, aumentaram nas semanas seguintes, até chegar a um clima de terror no final de novembro de 2010, com carros e ônibus incendiados, confrontos com a polícia e mais de 30 mortos. De acordo com o depoimento, o pastor Marcos dizia ter autorização do traficante Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP – preso desde 1996 e chefe de uma facção criminosa –, para sabotar a pacificação do Rio de Janeiro.

A testemunha que relatou a reunião é um ex-funcionário do pastor Marcos: Alex Ramos de Mesquita. Ele prestou depoimento à Dcod no dia 7 de março de 2012. Embora sem vínculo empregatício formal, Alex filmava cultos religiosos e dormia na igreja comandada pelo pastor Marcos. Ele se tornou testemunha-chave de uma investigação que durou um ano e meio. No dia 19 de maio passado, o inquérito sigiloso virou ação penal na Justiça do Rio de Janeiro. ÉPOCA obteve acesso a toda a documentação do processo. O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou o pastor Marcos (já preso, condenado por estupro) e Marcinho VP por associação ao tráfico de drogas. Encampou grande parte das declarações de Alex. Segundo o MPE, o pastor Marcos visitava Marcinho VP no presídio para tramar contra a pacificação das favelas. A partir de julho de 2012, aumentaram os ataques de bandidos armados às Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs. Onze policiais de UPPs foram mortos em serviço desde então, quatro apenas nos primeiros meses de 2014. Garotinho não é acusado na ação penal. Deputados só podem ser investigados com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

ENCONTRO O deputado Garotinho. Segundo denúncia, ele participou de uma reunião com o pastor Marcos (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)
 O ENCONTRO
 O deputado Garotinho. Segundo denúncia, ele participou de uma reunião com o pastor Marcos (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)

Garotinho também não respondeu a ÉPOCA sobre suas relações com o pastor Marcos. Em depoimento prestado à Dcod, o pastor Marcos afirmou que ajudava Garotinho a obter apoio político “sem que o mesmo soubesse (sic)”. Dizia desejar um evangélico no poder. O pastor Marcos também disse à polícia que Garotinho, então secretário de Segurança Pública, o chamou para conter uma rebelião de presos em maio de 2004, com direito a transporte de helicóptero até a casa de custódia de Benfica. O motim resultou em 31 mortos, mas o pastor Marcos saiu do episódio como o mediador que evitara tragédia maior.
A relação entre o pastor Marcos e Garotinho parece ser mais profunda do que o depoimento faz supor. Para começar, o pastor Marcos não era um apoiador político tão discreto assim. Ele podia facilmente ser visto atrás de Garotinho nos palanques em 2010, como ocorreu num comício na Praça Floriano, no centro do Rio. Garotinho bancou – por meio de uma campanha sob suspeita de fraude – o projeto político do pastor Marcos nas eleições de 2010. Ele lançou a candidatura de um missionário de sua igreja a senador da República, o cantor Wagner Dias Bastos, conhecido como Waguinho. Waguinho tinha como suplente Allan Marinho dos Santos, irmão do pastor Marcos.

Oficialmente, Waguinho gastou durante a campanha R$ 211.600. Deste total, R$ 189.500 (90%) foram doados pela campanha de Garotinho a deputado e por seus aliados do PR, como mostram documentos da Justiça Eleitoral. Não se sabe se entrou dinheiro não declarado à Justiça. “As irregularidades apontadas impedem a verificação da origem dos recursos e despesas realizadas”, afirmam os integrantes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). As contas da campanha foram reprovadas. No dia 27 de novembro de 2010, um relato anônimo ao Disque-Denúncia – acusando o pastor Marcos de orquestrar ataques de bandidos no Rio – afirmou que a campanha eleitoral do cantor Waguinho fora patrocinada pelo tráfico. Uma das secretárias de Waguinho na campanha era Silvana Santos da Silva, irmã de Marcinho VP. Silvana também é tesoureira da igreja do pastor Marcos. Procurado por ÉPOCA, o cantor Waguinho não telefonou de volta.

Waguinho não foi eleito. Depois da campanha eleitoral de 2010, o pastor Marcos continuou a receber apoio de homens ligados a Garotinho. O primeiro a lhe dar a mão foi Álvaro Lins, chefe da Polícia Civil quando Garotinho foi governador do Rio de Janeiro. Em fevereiro de 2012, Lins participou de um culto na igreja do pastor Marcos, cantou, rezou e falou com missionários. “Não consigo entender como o sistema penitenciário do Rio não permite que o pastor faça o trabalho de evangelização nas carceragens. Tenho certeza que isso será revisto”, afirmou Lins, diante das câmeras da igreja. Lins disse ainda que, naquele dia, se tornara “um soldado à disposição da igreja”. Lins foi condenado a 28 anos de prisão em agosto de 2010. Ele é acusado de proteger a máfia dos jogos quando era chefe de polícia. No mesmo processo, a Justiça Federal condenou Garotinho a dois anos e seis meses de reclusão por formação de quadrilha. O recurso contra a sentença tramita no STF. “Fui à igreja (de Marcos) só uma vez em gratidão, porque o pastor, enquanto estive preso, fez uma corrente de oração. Ele faz esse trabalho nos presídios”, afirma Lins.

Em março de 2012, surgiram novas denúncias contra o pastor Marcos. O coordenador da ONG AfroReggae, José Junior, deu uma entrevista ao jornal Extra o acusando de estar envolvido com os ataques de bandidos no Rio em 2010. A AfroReggae atua no complexo de favelas do Alemão, antiga base de Marcinho VP. As declarações de José Junior levaram a Dcod a abrir a investigação que resultou na ação penal instaurada no mês passado. Em março de 2012, o pastor Marcos tentou, sem sucesso, obter uma cópia do inquérito. Alguns dias depois, recorreu a um advogado ligado a Garotinho. Ex-policial civil, filiado ao partido de Garotinho e ex-candidato a vereador, o advogado Carlos Fernando dos Santos Azeredo recebeu, no dia 28 de março de 2012, uma procuração do pastor Marcos para representá-lo em processos de qualquer tribunal. Após a prisão do pastor Marcos em maio de 2013, inicialmente sob a acusação de estupro, Azeredo entrou com pedido de habeas corpus para que o réu fosse transferido a uma cela especial. Dono de uma empresa que atua na área de investigação, Azeredo move inúmeras ações judiciais contra a cúpula da Segurança Pública do Rio. Ao mesmo tempo, advoga para aliados de Garotinho, incluindo Wladimir Matheus, filho dele.

Testemunhas ouvidas pela polícia no inquérito da Dcod afirmaram que o pastor Marcos incentivava rebeliões nos presídios para ser chamado a interferir nos conflitos. Ganhava, assim, destaque na imprensa e prestígio entre a bandidagem. Um ex-presidiário de Benfica, Norton Luiz Guimarães, disse à Dcod que foi uma facção criminosa que exigiu a presença do pastor Marcos para acabar com a rebelião de maio de 2004. O pastor Marcos só chegou ao presídio no terceiro dia do motim e ainda pediu aos detentos para a rebelião “render mais um pouco”, disse Guimarães no depoimento.

De acordo com os depoimentos prestados à Dcod, o pastor Marcos perdeu espaço e dinheiro nas comunidades pacificadas. “O interesse era financeiro”, afirmou Alex, a testemunha que filmava os cultos. Ele disse à polícia que a igreja do pastor Marcos recebia entre R$ 25 mil e R$ 35 mil do tráfico por culto realizado nas favelas. Outra testemunha, Rogério Ribeiro de Menezes, que chegou a ser braço direito do pastor Marcos na igreja, confirmou que havia pagamentos. A Dcod investiga se a igreja era usada para lavar dinheiro do tráfico.

DETETIVE O ex-chefe de polícia Álvaro Lins. Ele diz que investigou a vida do pastor Marcos e nada encontrou (Foto: Rafael Moraes/AJB/Futura Press)
 DETETIVE
 O ex-chefe de polícia Álvaro Lins. Ele diz que investigou a vida do pastor Marcos e nada encontrou (Foto: Rafael Moraes/AJB/Futura Press)

O pastor Marcos costumava visitar o traficante Marcinho VP na prisão. Em julho de 2011, o pastor Marcos desembarcou no aeroporto de Porto Velho, em Rondônia, e seguiu para a penitenciária federal, a 50 quilômetros da cidade. O pastor Marcos entrou no presídio com Rogério. Marcinho VP anunciou que desejava transferência para cadeia de outro Estado. “Vocês podem colaborar nesse sentido”, afirmou, segundo Rogério. O pastor Marcos engatou uma oração: “Deus tem um projeto intenso na dor do Marcinho, do Fernandinho Beira-Mar e outros tantos. Esse projeto, Senhor, que tu me chamaste para fazer selar. Senhor (quero) traçar estratégias porque tem um império unido para nos derrotar. Não vai acontecer. Amém”. A administração da penitenciária federal grava conversas entre presos e visitantes. Equipes de segurança analisam e transcrevem diálogos suspeitos de conter recados para criminosos em liberdade. O relatório sobre a visita do pastor Marcos foi enviado à Dcod.
Com base nas gravações, o MPE afirma que o pastor Marcos, “sob o manto de aconchego espiritual”, foi mensageiro de ordens cifradas, repassadas a bandidos em liberdade – para ações contra “a implantação da política de pacificação, a ocupação pela PM de favelas dominadas pelo tráfico”. No entendimento do MPE, Marcinho VP usou o pastor Marcos como “pombo-correio” para orientar criminosos a atacar as sedes das UPPs, os policiais lotados nas unidades e também a ONG AfroReggae, no Complexo do Alemão.

Os advogados do pastor Marcos negam ligação dele com o tráfico de drogas e com a trama contra a pacificação. “É absurdo e chega às raias da leviandade imaginar que o pastor tratou de crimes com Marcinho VP”, disseram os advogados. Lins foi apresentado como testemunha de defesa do pastor Marcos  à Justiça no final de 2013. Ele diz que, quando exercia o cargo, “revirou do avesso” a vida do pastor Marcos e não achou prova de associação ao tráfico, afirmam os advogados. Eles afirmaram desconhecer reunião do pastor Marcos com Garotinho às vésperas das eleições em 2010.

Um relatório da Secretaria de Segurança Pública, datado de setembro de 2011, já identificava os obstáculos à pacificação. O documento relata a existência de um “grupo, formado por policiais civis, inclusive delegados, e políticos”, que tem como objetivo “desestabilizar o secretário de Segurança”, José Mariano Beltrame. A ação visa à “reorganização do poder e de cargos de chefia na Polícia Civil, a fim de atender interesses escusos”. O documento não cita nomes. Garotinho entrou com uma reclamação no STF. Para ele, o relatório se refere a uma investigação ilegal contra ele.

ÉPOCA publicou em fevereiro passado evidências de que Garotinho atua como uma espécie de sabotador político das UPPs, em conjunto com Lins. De acordo com autoridades da Secretaria  da Segurança Pública, a dupla usa como armas a produção e divulgação de dossiês, espionagem e intimidação contra autoridades envolvidas na pacificação. Logo após a publicação da reportagem de ÉPOCA, a Justiça Estadual condenou Garotinho a pagar indenização de R$ 60 mil a Beltrame, por acusações publicadas em seu blog. Beltrame reclamou que Garotinho chegou a publicar o endereço dele e da família e o expôs a riscos. A sentença criticou os inúmeros comentários anônimos postados no blog. A reprimenda não intimidou Garotinho. Após a morte de um policial militar da UPP, em março deste ano, um leitor não identificado escreveu: “Daqui pra diante, a tendência é de muitas mortes de PM. Escutem o que estou dizendo”.


Fonte: http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2014/06/denuncias-de-envolvimento-do-bpastor-marcos-pereira-da-silvab-com-o-narcotrafico.html

PT reforçará discurso de luta de classes na campanha de Dilma

FELIPE PATURY
20/06/2014 

NO ATAQUE A cúpula da campanha de Dilma quer Lula em campo, para polarizar o debate com o PSDB (Foto: Félix Zucco/Agência RBS/Estadão Conteúdo)
 NO ATAQUE A cúpula da campanha de Dilma quer Lula em campo, para polarizar o debate com o PSDB (Foto: Félix Zucco/Agência RBS/Estadão Conteúdo)

Não se deixe enganar pelo tom apaziguador usado na semana passada pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, a respeito das ofensas ouvidas pela presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa. O PT reforçará o discurso de luta de classes usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em respsta às vaias a Dilma. A estratégia do comando da campanha de reeleição de Dilma é insistir no dicotomia elites versus pobres e na polarização com o PSDB. Dilma não deve entrar nessa disputa. Lula irá para o centro do campo e tentará atrair o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para lá a fim de ressuscitar a comparação entre os governos do PT e do PSDB.

Lula, o eterno Mentiroso








 Lula, defendendo Dilma das vaias no Maracanã:


“Nunca foi desrespeitoso com um presidente da República”
 http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/files/2014/06/10430837_254886874712290_392517631217690528_n.jpg


 Fonte: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=4382231159408107461#editor/target=post;postID=867834636341611436

VERDADE QUE DÓI E HUMILHA

 
 BRASIL,
SERÁ  QUE SEUS FILHOS, NA VIDA PÚBLICA, SERÃO, PARA SEMPRE,
GENETICAMENTE  DEFORMADOS, GENETICAMENTE CANALHAS,
GENETICAMENTE RATOS E RATAZANAS, LADRÕES, CRIMINOSOS, PILANTRAS,
EMBUSTEIROS E ABUTRES FAMÉLICOS EM CIMA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO?
SERÁ QUE SÓ SE PODE FAZER POLÍTICA NESTE PAÍS COM MENTIRAS,
TRAPAÇAS E ROUBALHEIRAS ?


Voto/votar, no Brasil, já não tem mais nenhuma
consequência democrática.
Apenas, apenasmente, muda os ratos de lugar,
fortalecendo a ratazana.
Os cães eleitores ( É ASSIM QUE  ESTA GENTE  ENXERGA O
BRASILEIRO HONESTO, TRABALHADOR,
PAGADOR DE IMPOSTOS) vão ladrando, ladrando, e a caravana
da roubalheira vai avançando, avançando, e passando!

Renzo Sansoni