sábado, 28 de janeiro de 2012

O Que Mais Dói

SÁBADO, 27 DE JUNHO DE 2009

PATATIVA DO ASSARÉ - 

 
O que mais dói não é sofrer saudade
Do amor querido que se encontra ausente
Nem a lembrança que o coração sente
Dos belos sonhos da primeira idade.
Não é também a dura crueldade
Do falso amigo, quando engana a gente,
Nem os martírios de uma dor latente,
Quando a moléstia o nosso corpo invade
O que mais dói e o peito nos oprime,
E nos revolta mais que o próprio crime,
Não é perder da posição um grau.
É ver os votos de um país inteiro,
Desde o praciano ao camponês roceiro,
Pra eleger um presidente mau.

A reestruturação no Banco do Brasil atinge os cargos do segundo escalão e fortalece a corrente ligada ao Partido dos Trabalhadores.

BB troca chefes de 13 diretorias

A reestruturação no Banco do Brasil atinge os cargos do segundo escalão e fortalece a corrente ligada ao Partido dos Trabalhadores. A direção da empresa afirma que as mudanças são normais entre os servidores de carreira da instituição.


Terremoto no BB


Em meio a rumores de um resultado aquém do esperado em 2011, Banco do Brasil muda 13 diretorias e fortalece a presença do PT


Denise Rothenburg
Victor Martins
Vânia Cristino
Rosana Hessel


A sexta-feira terminou em clima de terrorismo no Banco do Brasil após uma dança das cadeiras sem precedentes no segundo escalão. Treze diretorias mudaram de mãos, sendo quatro por motivo de aposentadoria. Uma delas estava vaga desde dezembro, a de Distribuição de São Paulo, cujo titular, Dan Conrado, foi elevado à condição de vice-presidente de Varejo e Distribuição no mês passado. Nas alterações, o até então presidente da Cassi (plano de saúde do banco), Hayton Jurema da Rocha, se tornou o novo diretor de Marketing e Comunicação. Com as alterações, o presidente do BB, Aldemir Bendine, fortalece o Partido dos Trabalhadores (PT) na casa.


As trocas ocorreram ainda sob fortes suspeitas no mercado financeiro de que o BB teve um resultado aquém do esperado no quarto trimestre de 2011. No acumulado até setembro, o maior banco da América Latina lucrou R$ 9,2 bilhões, num crescimento de 18,9%. O balanço do ano será divulgado em 14 de fevereiro. Até lá, os executivos não podem se pronunciar sobre os dados.


Em nota, a instituição classificou as mudanças como naturais e defendeu que é saudável o rodízio de diretores, todos funcionários de carreira, como estabelecem os estatutos. O banco disse que busca a formação multidisciplinar de seus executivos, por isso mudou alguns de cadeira. O BB alegou ainda que alterações dessa natureza são constantes no mercado financeiro. Um dos seus concorrentes no setor privado, o Bradesco, por exemplo, realizou mexidas de peso em sua diretoria pelo menos três vezes em 18 meses. Da última vez, o Bradesco trocou, de uma tacada só, 17 nomes. Num banco público, como é o caso do BB, é a primeira vez em que há uma reviravolta em tantos cargos expressivos.


"O quadro de funcionários envelheceu", disse um técnico da instituição para justificar parte da mudança, justamente a provocada pela aposentadoria dos servidores. Pelos menos quatro teriam sido forçados a sair por discordar da política de Bendine e para evitar rebaixamentos. Oito diretores foram substituídos por colegas de carreira. "Tudo o que está acontecendo mostra que o Dida (como Bendine é chamado) está forte", avaliou um outro funcionário. O Ministério da Fazenda, ao qual o BB está vinculado, não se pronunciou sobre as alterações.


Em dezembro, com a saída do vice-presidente de Atacado e Negócios Internacionais, Allan Simões, demitido por solicitação da diretoria executiva do banco, começaram as mudanças. A diretoria do BB tem mandato de três anos, sendo permitida a reeleição. Na avaliação do sócio da Metrika Consultoria e Pesquisa Euchério Lerner Rodrigues, essa oxigenação inédita na diretoria do BB deverá ser bem recebida pelo mercado. "Ela seria mais bem-vista se, em vez de uma troca de cargos, eles fossem congelados. O BB tem diretor sobrando, se compararmos com qualquer banco do mundo", comentou.


Golpe envolve Banco Central
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, virou alvo de golpistas. Fraudadores estavam usando o nome do presidente da instituição para pedir contatos e informações de empresários. Segundo a autoridade monetária, foi identificada uma linha telefônica envolvida na tentativa da fraude. A expectativa é de que existam outros números de telefones envolvidos no golpe. "Trata-se de tentativa de fraude. Esta autarquia informa que as ligações feitas por sua presidência são originadas, única e exclusivamente, dos telefones oficiais da instituição e recomenda que eventuais solicitações da espécie tenham seus números confirmados no Banco Central", divulgou a instituição. O BC informou ainda que comunicará o fato à Polícia Federal, para apuração.
CORREIO BRAZILIENSE - 28/01/2012

Oposição sem rumo

 Marco Antonio Villa

Nesta semana fomos surpreendidos por uma entrevista de Fernando Henrique Cardoso. Não pela entrevista, claro, mas pela análise absolutamente equivocada da conjuntura brasileira. Esse tipo de reflexão nunca foi seu forte. Basta recordar alguns fatos.


Em 1985 iniciou a campanha para a Prefeitura paulistana tendo como aliados o governador Franco Montoro e o governo central, que era controlado pelo PMDB, além da própria Prefeitura, sob o comando de Mário Covas. Enfrentava Jânio Quadros, um candidato sem estrutura partidária, sem programa e que entrou na campanha como livre atirador. Fernando Henrique achou que ganharia fácil. Perdeu.


No ano seguinte, três meses após a eleição municipal, propôs, em entrevista, que o PMDB abandonasse o governo, dias antes da implementação do Plano Cruzado, que permitiu aos candidatos da Aliança Democrática vencer as eleições em todos os Estados. Ele, aliás, só foi eleito senador graças ao Cruzado.


Passados seis anos, lutou para que o PSDB fizesse parte do governo Fernando Collor. Ele seria o ministro das Relações Exteriores (e o PSDB receberia mais duas pastas). Graças à intransigência de Covas, o partido não aderiu. Meses depois, foi aprovado o impeachment de Collor.


Em 1993, contra a sua vontade, foi nomeado ministro da Fazenda por Itamar Franco. Não queria, de forma alguma, aceitar o cargo. Só concordou quando soube que a nomeação havia sido publicada no Diário Oficial (estava no exterior quando da designação). E chegou à Presidência justamente por esse fato - e por causa do Plano Real, claro.


Em 2005, no auge da crise do mensalão, capitaneou o movimento que impediu a abertura de processo de impeachment contra o então presidente Lula. Espalhou aos quatro ventos que Lula já era página virada na nossa História e que o PSDB deveria levá-lo, sangrando, às cordas, para vencê-lo facilmente no ano seguinte. Deu no que deu, como sabemos.


Agora resolveu defender a tese de que a oposição tenha um candidato presidencial, com uma antecedência de dois anos e meio do início efetivo do processo eleitoral. É caso único na nossa História. Nem sequer na República Velha alguém chegou a propor tal antecipação. É uma espécie de dedazo, como ocorria no México sob o domínio do PRI. Apontou o dedo e determinou que o candidato tem de ser Aécio Neves. Não apresentou nenhuma ideia, uma proposta de governo, nada. Disse, singelamente, que Aécio estaria mais de acordo com a tradição política brasileira. Convenhamos que é um argumento pobre. Ao menos deveria ter apresentado alguma proposta defendida por Aécio para poder justificar a escolha.


A ação intempestiva e equivocada de Fernando Henrique demonstra que o principal partido da oposição, o PSDB, está perdido, sem direção, não sabendo para onde ir. O partido está órfão de um ideário, de ao menos um conjunto de propostas sobre questões fundamentais do País. Projeto para o País? Bem, aí seria exigir demais. Em suma, o partido não é um partido, na acepção do termo.


Fernando Henrique falou da necessidade de alianças políticas. Está correto. Nenhum partido sobrevive sem elas. O PSDB é um bom exemplo. Está nacionalmente isolado. Por ser o maior partido oposicionista e não ter definido um rumo para a oposição, acabou estimulando um movimento de adesão ao governo. Para qualquer político fica sempre a pergunta: ser oposição para quê? Oposição precisa ter programa e perspectiva real de poder. Caso contrário, não passa de um ajuntamento de vozes proclamando críticas, como um agrupamento milenarista.


Sem apresentar nenhuma proposta ideológica, a "estratégia" apresentada por Fernando Henrique é de buscar alianças. Presume-se que seja ao estilo petista, tendo a máquina estatal como prêmio. Pois se não são apresentadas ideias, ainda que vagas, sobre o País, a aliança vai se dar com base em qual programa? E com quais partidos? Diz que pretende dividir a base parlamentar oficialista. Como? Quem pretende sair do governo? Não será mais uma das suas análises de conjuntura fadadas ao fracasso?


O medo de assumir uma postura oposicionista tem levado o partido à paralisia. É uma oposição medrosa, envergonhada. Como se a presidente Dilma Rousseff tivesse sido eleita com uma votação consagradora. E no primeiro turno. Ou porque a administração petista estivesse realizando um governo eficiente e moralizador. Nem uma coisa nem outra. As realizações administrativas são pífias e não passa uma semana sem uma acusação de corrupção nos altos escalões.


O silêncio, a incompetência política e a falta de combatividade estão levando à petrificação de um bloco que vai perpetuar-se no poder. É uma cruel associação do grande capital - apoiado pelo governo e dependente dele - com os setores miseráveis sustentados pelos programas assistencialistas. Ou seja, o grande capital se fortalece com o apoio financeiro do Estado, que o brinda com generosos empréstimos, concessões e obras públicas. É a privatização em larga escala dos recursos e bens públicos. Já na base da pirâmide a estratégia é manter milhões de famílias como dependentes de programas que eternizam a disparidade social. Deixam de ser miseráveis. Passam para a categoria da extrema pobreza, para gáudio de alguns pesquisadores. E tudo temperado pelo sufrágio universal sem política.


Em meio a este triste panorama, não temos o contradiscurso, que existe em qualquer democracia. Ao contrário, a omissão e a falta de rumo caracterizam o PSDB. Para romper este impasse é necessário discutir abertamente uma proposta para o País, não temer o debate, o questionamento interno, a polêmica, além de buscar alianças programáticas. É preciso saber o que pensam as principais lideranças. Numa democracia ninguém é líder por imposição superior. Tem de apresentar suas ideias.


MARCO ANTONIO VILLA, HISTORIADOR, É PROFESSOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR)
O ESTADO DE SÃO PAULO - 28/01/2012

De FHC para Dilma: “Você larga o Lula que eu abandono o Serra”

QUINTA-FEIRA, 26 DE JANEIRO DE 2012

FHC e Dilma — sedução durante entrega da medalha 25 de Janeiro (Foto: Léo Barrilari/Frame/AE)


Os ecos da entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a um blog da revista The Economist ainda ressoam em corações e mentes de tucanos e petistas, que viram ali um outro recado.


Quando FHC disse ter sonhado com uma aliança entre o PSDB e o PT, e ainda praticamente classificou José Serra como um desagregador, ele, na prática, acenou para a presidenta Dilma Rousseff com a seguinte proposta:


Você deixa o Lula de lado, o PSDB lança o Serra ao ostracismo e poderemos ser felizes para sempre. 
Que tal?


O salamaleques de ontem na cerimônia de entrega da Medalha 25 de Janeiro só fizeram reforçar essas suspeitas.



Notas relacionadas:
  1. PT e PSDB para um lado, Dilma e Serra para outro
  2. Elena Landau pede para Serra ir a seminário do PSDB
  3. Serra e Aécio juntos de novo

http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2012/01/26/de-fhc-para-dilma-voce-larga-o-lula-que-eu-abandono-o-serra/

Españistán... Um alerta!!!

Serve de alerta para o pobre Brasil, já que o seu mercado imobiliário vive momentos de grande euforia e de preços irreais... Esse caso da Espanha também poderá ocorrer aqui, se o financiamento sair do controle. A especulação é apátrida!


Video espanhol de Aleix Saló.
Españistán - Espanhistão - Legendas em português BR
http://www.youtube.com/watch?v=EqW9srTn7xM&feature=player_embedded


Vocês não acham que está acontecendo algo muito parecido aqui no Brasil, em varias capitais de Estado? A leitura dos Planos Diretores segundo as empreiteiras e aliados e a especulação imobiliária que segue....
Enviado por Luiz Goes

Privilégio concedido pela Petrobras à multinacional White Martins precisa ser investigado. A acusação é grave demais.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 | 04:10
Carlos Newton

Em agosto de 2007, o jornal do Sindicato dos Petroleiros publicou uma denúncia gravíssima de que o mercado brasileiro de Gás Natural Liquefeito (GNL) estava entregue à White Martins, uma empresa dos EUA.

A manobra se deu através do Consórcio Gemini, composto por 60% de ações da White Martins e 40% da Gaspetro (subsidiária da Petrobrás), sendo a multinacional inidônea e já tendo sido punida  pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou a devolução aos cofres públicos de R$ 6,6 milhões, em julho de 2006.

Em 2007, no dia 20 de julho, o engenheiro e ex-empresário do ramo de gases industriais e medicinais João Vinhosa denunciou a Gemini à Polícia Federal. Vinhosa foi integrante do Conselho Nacional do Petróleo, durante seis anos, na década de 1980, e hoje trabalha como professor universitário.

Na carta então encaminhada ao Diretor-Geral da PF, Paulo Lacerda, o empresário destaca uma série de irregularidades que teriam sido cometidas pela White Martins. Dizia que a constituição dessa sociedade foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sob pressão, pois, na época, a Petrobras divulgou ostensivamente propagandas que mostravam a existência do Gemini como fato consumado.

De acordo com Vinhosa, a associação da Petrobras entrega o mercado de GNL aos EUA com a White Martins e na prática, privatizou esse estratégico setor, possibilitando, inclusive, que a Gemini contratasse (sem licitação e pela eternidade) a própria sócia majoritária White Martins para a prestação da totalidade dos serviços necessários à operação da sociedade. Logo, torna-se evidente que, ao ficar com apenas 40% da Gemini, a Petrobrás privatizou nosso GNL da pior maneira possível.

O engenheiro Vinhosa denuncia também que, de 1995 a 2000, sempre que o Exército Brasileiro abria licitação para a contratação de fornecedores de gás natural, apenas a White Martins oferecia propostas. Com isso, durante cinco anos a União gastou R$ 7,80 por metro cúbico de GNL.

De acordo com Vinhosa, a partir de 2000, houve um racha entre as corporações e a licitação foi vencida por uma empresa que ofereceu R$ 1,35 pelo metro cúbico do gás (na mesma concorrência, a White Martins ofereceu R$ 1,63, demonstrando de que os habituais R$ 7,80 eram superfaturados).

“Além disso, a White Martins lesou a Agência Brasileira de Inteligência e o Hospital do Câncer do Rio de Janeiro”, disse Vinhosa, relatando que em 1999 o então presidente do Inca, Dr. José Kogut, declarou: “Na época em que denunciamos os preços exorbitantes, teve um representante da empresa (White Martins) que veio ao nosso gabinete. Eu disse que
aquele não era papel de um homem decente. Que ele estava matando pacientes com câncer”. Essa notícia saiu em O Globo (10/07/99).

Após as denúncias, a Petrobrás afirmou que os processos judiciais contra a White Martins estão sub judice, não havendo ainda em qualquer deles sentença condenatória contra essa empresa.

O tema surpreendeu a Associação dos Engenheiros da Petrobrás. Tanto que a entidade enviou carta à direção da Companhia solicitando esclarecimentos a respeito das denúncias de irregularidades no Consórcio Gemini. Não houve resposta.

A White Martins pertence à Praxair Inc., sediada nos EUA. Se o mercado brasileiro de Gás Natural Liquefeito continuar entregue ao consórcio Gemini, não seria exagero dizer que a Petrobrás entregou aos EUA a administração do negócio. Na opinião de Vinhosa, “foi um crime de lesa-pátria ter tornado a Praxair Inc. a grande beneficiária do nosso Gás Natural Liquefeito”.

Em maio de 2009, o engenheiro denunciou a Gemini diretamente em carta à então chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, que na condição de ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, avalizou a criação de tal sociedade. Não houve resposta.

De lá para cá, em sucessivos artigos publicados em diversos sites e blog, Vinhosa não para da denunciar a Gemini, sem que ninguém responda a ele. Suas acusações são públicas. Não dá para compreender é porque a oposição não se interessa em apurar nem cobra uma manifestação de Dilma a respeito das graves denúncias.

É claro que uma associação com uma multinacional para explorar o GNL brasileiro, ficando a Petrobras com a minoria do negócio, é assunto que carece de explicações muito detalhadas. É preciso ser esclarecido. O silêncio da Petrobras, do Ministério das Minas e Energia e do Planalto tem de se quebrado. E a influente Associação dos Engenheiros da Petrobras, o que diz sobre isso?


Petrobras cria diretoria só para abrigar petista

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou ontem que a Petrobras ganhará uma nova diretoria, a Corporativa: o nome mais cotado para assumi-la é o de José Eduardo Dutra, ex-presidente do PT.

Tira cá, dá l
Dilma troca diretor do Dnocs, mas desiste de mudar Transpetro e cria diretoria na Petrobras para o PT


Gerson Camarotti
Gabriela Valente


Para evitar o agravamento da crise com o PMDB — após enfrentar o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e tirar seu apadrinhado Elias Fernandes da direção do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) —, a presidente Dilma Rousseff decidiu manter o ex-senador Sérgio Machado (PMDB-CE) no comando da Transpetro.
A decisão de substituir Machado, que há nove anos preside a subsidiária da Petrobras, havia sido comunicada pelo governo à cúpula do PMDB, que reagiu mal e trabalhou para revertê-la, levando o Planalto a recuar.
Ao mesmo tempo, outra decisão já tomada em relação à Petrobras, que será presidida por Maria das Graças Foster a partir do dia 13, é a criação de mais uma Diretoria, a Corporativa, que deverá ser usada para acomodar José Eduardo Dutra, ex-senador e ex-presidente do PT e da Petrobras, como antecipado pelo GLOBO.
— (Dutra) É um homem de alta capacidade e já foi presidente — afirmou ontem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), ao confirmar a criação da diretoria.
Machado é uma indicação do líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), e do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-MA). Ao retornar a Brasília, anteontem à noite, após participar do Fórum Social Temático, em Porto Alegre, a presidente Dilma foi alertada sobre a insatisfação dos senadores do PMDB.
A avaliação feita foi a de que não se deveria "comprar briga" também no Senado, uma vez que a situação já estava complicada com o PMDB da Câmara.


"Ele permanece pelo desempenho" l


Mais cedo, o ministro afirmara ao GLOBO que, na gestão de Maria das Graças Foster, seria substituído o diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, que, segundo ele, pediu para sair. Disse também nessa conversa que Machado não deixaria a Transpetro.
— Estrella vai sair porque deseja sair. Já o Sérgio Machado não vai sair.
É fato que ele está no cargo nos últimos nove anos. Mas está dando resultado.
Não vamos mudar alguém que está dando resultado de 100% — afirmara Lobão ao GLOBO mais cedo. — Sérgio Machado é uma indicação do PMDB. Mas ele permanece no cargo pelo seu desempenho. A disposição é para ele ficar.
Depois de fazer uma avaliação pragmática, Dilma e seu núcleo político avaliaram os riscos de comprar briga com uma bancada de 20 senadores: isso fragilizaria o governo no Senado, abrindo espaço até para a criação de CPIs. Na Câmara, a situação é diferente, porque, apesar de o PMDB ser a segunda maior bancada, a base do governo é mais confortável e espalhada por vários outros partidos.
Diante disso, o Planalto ontem avisou a Renan Calheiros que Machado seria mantido. Além do recado passado anteriormente pelo Palácio do Planalto, de que era preciso oxigenar os quadros da estatal e suas subsidiárias, a futura presidente da Petrobras já tinha demonstrado sua intenção de substituir Machado.
O desejo do Planalto de trocar o comando da Transpetro fora confirmado ao GLOBO na quinta-feira por auxiliares de Dilma. Pelo menos três dirigentes do PMDB também confirmaram que esse recado chegara à cúpula peemedebista.
Na mesma quinta-feira, Renan e Sarney entraram em campo, em conversas com interlocutores da presidente, para alertá-los sobre o risco de aumentar o grau de insatisfação no PMDB.
A semana inteira foi marcada pela troca de desaforos e desafios entre o governo e Henrique Alves, líder da bancada do PMDB na Câmara. Ele assumiu publicamente a campanha contra a decisão de Dilma de tirar Fernandes do Dnocs, o que acabou consumado anteontem.
A decisão foi tomada após relatório da Controladoria Geral da União (CGU), de dezembro de 2011, apontar irregularidades da ordem de R$ 312 milhões no órgão, além de indicar favorecimento de verbas para o Rio Grande do Norte, estado de Henrique Alves e de Fernandes. Os dois negam irregularidades.


Lobão: "A rigor nada muda" l


Mesmo após a demissão no Dnocs, peemedebistas diziam que a relação do partido com o governo está abalada. E que haverá troco.
Foi esse quadro que levou ao recuo sobre a Transpetro. Lobão foi escalado para anunciar que tudo continua como está na Petrobras e em sua subsidiária.
— A rigor nada muda, só a presidente — disse Lobão durante entrevista coletiva, omitindo a provável substituição de Estrella.
Sobre a Transpetro, afirmou: — Não há cogitação da substituição do Sérgio Machado. Ele está mais firme que o Pão de Açúcar.
GLOBO - 28/01/2012

Cabral ainda não fez visita ao local da tragédia

Horror na Cabralândia 3 -
Na Folha:

Dois dias depois do desmoronamento dos três prédios no centro do Rio, o governador Sérgio Cabral (PMDB) ainda não havia visitado o local. Nem consta de sua agenda uma visita para prestar solidariedade às famílias das vítimas. Assessores informaram que ele passou o dia de ontem recebendo informações de secretários e tomando decisões internas. Entre elas, foi anunciado reajuste de 39,4% para as polícias Militar e Civil, bombeiros e agentes penitenciários.


Cabral já foi criticado outras vezes por demorar a visitar locais de tragédias. Em 2010, quando 50 morreram nos deslizamentos em Angra, ele foi ao local dois dias depois. Estava na vizinha Mangaratiba, onde passara o Réveillon -alegou que primeiro deveriam ir responsáveis por secretarias e órgãos que atuavam no resgate e obras. Em 2011, estava de férias em Paris quando mais de 900 morreram nas enchentes da região serrana. Demorou dois dias para chegar ao Estado -disse que antecipou o retorno.


Por Reinaldo Azevedo
28/01/2012 às 7:03

Conflito no Paraguai preocupa, diz embaixador

Brasileiros e novo grupo de sem-terra do país vizinho, os chamados carperos, disputam a posse de áreas férteis paraguaias


Janaina Figueiredo


BUENOS AIRES. O conflito entre movimentos de sem-terra paraguaios e proprietários de terra brasileiros, os chamados brasiguaios, é antigo no Paraguai, mas, nos últimos meses, ganhou novos contornos com o surgimento da Liga Nacional de Carperos, um grupo radical em seu discurso e metodologia, que não conta com o apoio de outros movimentos rurais do país. As recentes invasões de terras no departamento (estado) de San Pedro, terra natal do presidente Fernando Lugo, provocaram uma enérgica reação por parte dos brasileiros, que levaram suas queixas à embaixada do Brasil em Assunção e pediram o impeachment de Lugo pela "inação de seu governo".
O assunto foi discutido pelo embaixador do Brasil no Paraguai, Eduardo dos Santos, em reunião na última terça-feira, no Palácio de López, sede do Executivo paraguaio. Segundo informou a imprensa local, após o encontro o embaixador defendeu a necessidade de encontrar uma solução "legal e institucional" para o conflito entre os carperos e os produtores brasileiros.
— A situação nos preocupa, esperamos que se pacifique e haja diálogo — declarou Santos, que após o encontro não voltou a se pronunciar sobre o assunto.
Os carperos pretendem que o governo Lugo recupere áreas em poder dos brasileiros e as redistribua entre os sem-terra.
O grupo argumenta que as terras são do Paraguai, que foram ilegalmente apropriadas pelos produtores brasileiros. Um dos empresários brasileiros envolvidos no conflito é Tranquilo Favero, o maior produtor de soja do país, cujas propriedades, nos últimos meses, foram alvo de invasões organizadas pelo novo grupo de sem-terra paraguaios.
No ano passado, cerca de 600 famílias de camponeses ocuparam terras que Favero possui, segundo ele legalmente, na região do Alto Paraná.
Nos últimos dias, os carperos deram um ultimato a Lugo, que vencia na próxima segunda-feira.
No entanto, ontem, um dos líderes do grupo, Victoriano López, esclareceu que eles não poderiam "dar um prazo ao governo para resolver este problema".
— Nós sabemos que a lei nos ampara, porque são terras públicas — disse o líder carpero.
As invasões de terras são um problema crônico no Paraguai.
Nos primeiros meses após tomar posse, em agosto de 2008, Lugo criou uma mesa de diálogo entre seu governo e líderes camponeses, mas as conversas fracassaram.
Durante sua campanha, o presidente prometera uma reforma agrária, mas a falta de apoio no Congresso impediu o avanço de qualquer iniciativa nesse sentido.
Os sem-terra insistem em defender as ocupações ilegais como metódo legítimo de protesto, e os sucessivos governos não conseguem encontrar uma solução capaz de pôr fim ao conflito.
Muitos casos já foram parar na Justiça e esse delicado problema bilateral já faz parte do dia a dia dos consulados brasileiros em Assunção, e, principalmente, em Cidade do Leste, na fronteira com o Brasil.
Lugo esteve ontem em São Paulo, mas não falou com a imprensa.
Ele foi ao Hospital Sírio- Libanês, onde soube que houve remissão completa do câncer linfático descoberto em agosto de 2010. Lá, encontrou-se com o expresidente Lula, que ontem fez mais uma sessão de radioterapia para combater o câncer na laringe, e com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O conteúdo da conversa entre eles não foi divulgado por suas assessorias de imprensa
FOLHA DE SÃO PAULO - 28/01/2012

Leitor cria o “Funk da Urbanista”

Leitor faz o “Funk da urbanista”


O leitor “Tomaz” decidiu que é hora de, vamos dizer, apelar aos ritmos influentes. E Criou o “Funk da Urbanista”. Reproduzo um trecho.

Não para, não para, não para…
Ela está absurdada!


Esse é o funk da urbanista
que é cria da Erundina.
Observa para ONU
pra passar por gente fina.
Tem carteira do PT,
está zombando de Você,
com aquele conversê
de quem já entrou no clima.
É pobreza indigente
que alegra essa gente
que é ave de rapina.


Não para, não para, não para…
Ela está absurdada! Chôõô… urubu malandro!


(…)
A urbanista estabanada,
não contava que o destino
também tem o outro lado
que não gosta de cretinos.
E quando pegou a onda
levou um caixote de banda
que quase a fez afogar.
Era o Rei das águas limpas
que deu a ripada distinta
pra urbanista acordar.


Não para, não para, não para…
Ela está absurdada!


Foi desfeita a mentira
da tal representação.
Quem escolhe a petralhagem
nunca teve isenção.
Pode enganar os trouxas
mais vai ter de calar a boca
porque mente com paixão.


Não para, não para, não para…
Ela eta absurdada.


Se eu fosse a Polícia
não poupava o cabeção.
Metia um processo nela
pra estancar a exploração.
Foi ordem judicial
cumprida pro bem da moral,
e está escrito na lei.
O resto já é sabido
a quadrilha de bandidos
não quer perder outra vez.


Não para, não para, não para…
Ela está absurdada!

Por Reinaldo Azevedo
27/01/2012 às 18:57

Há máfias em tudo, até no Judiciário, diz desembargador

Faver sobre venda de sentenças: "Se for um juiz, deve ser enforcado"

Presidente de conselho de TJs diz que debate sobre poder do CNJ foi superado


Marcus Faver


TERESINA. O presidente do Conselho Permanente dos Tribunais de Justiça do Brasil, o desembargador aposentado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Marcus Faver, disse ontem que juiz que vende sentenças "deve ser enforcado em praça pública".
— É muito grave (venda de sentenças), é gravíssimo. Se há isso, é crime, e o autor disso, me desculpe a expressão, se for um juiz, deve ser enforcado em praça pública.
Ele disse ainda que a ação do crime organizado no país hoje tem semelhança com o que ocorreu na Itália nos anos 80 e 90, quando havia infiltração criminosa em órgãos do governo.
l O GLOBO: O que o senhor acha da polêmica sobre manter os poderes do Conselho Nacional de Justiça?
MARCUS FAVER: Não se discute poderes do Conselho. Os poderes do Conselho estão fixados na Constituição, na Emenda Constitucional 45. O que se está discutindo é o momento da atuação do Conselho, porque, quando no Direito há dois órgãos se afirmando competentes, existe o conflito de competência, que tem que ser dirimido. Na técnica judiciária, só um órgão pode ser competente para cada questão.
Não podem existir dois órgãos, ao mesmo tempo, competentes.
Isso é uma afronta à técnica do Direito. Caberá ao Supremo resolver essa questão.
l
Essa polêmica não pode retomar a discussão na sociedade sobre o controle externo do Judiciário?
FAVER: Não. Essa questão está superada. Nenhum tribunal questiona o CNJ.
l A imprensa tem denunciado gravações apontando venda de sentenças por juízes...
FAVER: Isso é muito grave, gravíssimo.
Se há isso, é crime e o autor disso, me desculpe a expressão, se for um juiz deve ser enforcado em praça pública.
l Quem vende sentença tem que ter essa punição?


FAVER: A punição maior. Um enforcamento em praça pública l


Em sua palestra no Conselho Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, o senhor relatou seu encontro com o juiz Giovanni Falcone (que combateu a máfia siciliana e a corrupção política, nas décadas de 80 e 90), quando veio ao Brasil no caso da extradição do mafioso Tommaso Buscetta, e tirou alguns ensinamentos. Quais?


FAVER: O ensinamento dele é que o juiz tem que ter coragem, tem que ter determinação, tem que ter a certeza de que ele tem que ter espírito público, em defesa da sociedade.
Há uma identificação muito grande da situação da Itália com a situação do Brasil.
Na Itália, a máfia toma certos setores do governo e, no Brasil, o crime organizado toma certos setores do governo.
Então, essa similitude política e social é muito relevante. Há outro fato: da mesma forma que aconteceu na máfia, os juízes foram assassinados ao combatê-la. No Brasil, está acontecendo a mesma coisa.
Essa similitude faz com que a gente tenha Falcone como uma referência muito grande.
l O senhor disse que estão aumentando as ameaças.
FA VER: Na medida em que o Judiciário é chamado a resolver questões políticas e econômicas de relevantes interesses, as ameaças aumentam.
l Alguns juízes também podem, em vez de combater a máfia, ser a própria máfia?
FAVER: Claro que pode. Todos os setores, não excluo o Judiciário, claro que não. O problema existe em todos.
O GLOBO - 28/01/2012

A PROVA DE QUE OS PETRALHAS E COMPARSAS SÃO CANALHAS.

SÃO A RATATULHA, O REBOTALHO, A ESCÓRIA DA ESPÉCIE HUMANA.


Entrevisto Gilmara Costa Espírito Santo. A canalha dizia que ela, o marido e o filho tinham sido assassinados. Felizmente, estão todos bem!


Acabo de falar com Gilmara Costa Espírito Santo. Ela, o marido e o filho eram dados por algumas ONGs e por militantes do caos como “mortos” na desocupação do Pinheirinho. Não, ela não está feliz! Afirma que foram pegos de surpresa pela desocupação — tinham sido levados a acreditar, tudo indica, que a operação não aconteceria. Estou tentando um modo de reproduzir a gravação da nossa conversa. Transcrevo dois trechos:


Eu - A senhora foi vítima de alguma violência física, a senhora, seu filho ou seu marido?
Gilmara - Não, eu não sofri nada, não! Graças a Deus, não! O policial até que foi muito educado. Estava com muita pressa, mas foi educado até.


Outro trecho
Eu - E quem cuidava do Pinheirinho? Quem organizava? Tinha um grupo, um administrador, alguma coisa, que cuidava ali da área?
Gilmara - Tinha o coordenador Marrom.
Reinaldo - Era o Marrom quem cuidava?
Gilmara - Marrom e o advogado Toninho.


Marrom é o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Tanto ele como a entidade são ligados ao PSTU.


Gilmara já está morando numa outra casa e diz aguardar que a Prefeitura de São José dos Campos lhe dê uma moradia. A Prefeitura está cadastrando todos os moradores do Pinheirinho. Perguntei se ela já tinha feito isso. Disse que ainda não.


Que imprensa é essa?
Jornalistas podem dar a opinião que lhes der na telha. Eu opino muito! É, na verdade, a matéria-prima principal deste blog — depois da lógica. Qualquer que seja a opinião, no entanto, um jornalista não pode mentir nem dar curso a mentiras contadas por pessoas interessadas numa causa.


Acho a profissão de repórter nobilíssima. Mas não gosto de exercê-la. Prefiro investigar idéias, valores, ideologias, pensamentos, essas coisas. Foi assim que esse blog se tornou — lamento pelos inimigos — o mais lido de sua área.


De vez em quando, no entanto, tenho de ir para a reportagem. Como disse para Nelson Breve naquela conversa de 20 anos passados, “eu me interesso pela notícia, não por aquilo que grupos de pressão dizem ser notícia”.


Por Reinaldo Azevedo
27/01/2012 às 17:51
Enviado por Delmar Philippsen

ALÔ, GOVERNADOR ALCKMIN, TIRE A PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO SONO ETERNO

Alô, governador Geraldo Alckmin!

Tire a Procuradoria Geral do Estado do sono eterno e exija que ela processe todos esses que acusam a PM de homicídio e ocultação de cadáver. Isso é crime. Aliás, trata-se de uma penca de crimes.


Haver ou não mortos e ocultar ou não cadáveres não são meras questões de opinião. Acusar alguém ou um ente do estado de tais crimes nada tem a ver com liberdade de expressão.


Há acusadores com nome e endereço, como o tal advogado Aristeu e Helena Silvestre, do Movimento dos Sem Teto, aquela que concedeu a entrevista à TV de Hugo Chávez, num espanhol muito bem treinado na militância. Fiquei curioso para saber de onde deriva aquela fluência. E há páginas da Internet organizadas com esse propósito. É possível chegar aos responsáveis.


Numa democracia, todos são livres para dizer o que lhes der na telha, sem censura prévia. E todos são igualmente livres para arcar com as conseqüências legais por aquilo que dizem


Essa campanha, governador, está apenas no começo. Esses são os primeiros rounds. Se a Procuradoria Geral do Estado não acionar o estado democrático e de direito contra essas práticas criminosas, os criminosos se assanham e avançam ainda mais. Veja o absurdo a que chegamos: a Polícia Militar está sendo obrigada a provar QUE NÃO FEZ!!!


Por Reinaldo Azevedo
27/01/2012 às 17:02
Enviado por Delmar Philippsen
Aqui, o áudio de minha conversa com uma “morta”. É o maior furo da história do jornalismo!

Fiz algo inédito ontem na minha carreira — e é um furo mundial, o maior dos tempos: entrevistei uma “morta”. E tenho a prova disso!!! Abaixo, segue a gravação da conversa que tive com Gilmara Costa Espírito Santo. Ela, o marido e o filho de três anos eram dados como “mortos” por ONGs e esquerdopatas variados. Felizmente, consegui falar com ela em um de seus dois celulares, contribuindo para desmoralizar uma farsa, que teve início com uma incrível irresponsabilidade da Agência Brasil, que pertence à EBC. A agência oficial publicou a entrevista com um advogado ligado a um movimento de invasores de áreas urbanas denunciando mortes e desaparecimentos.


Por incrível que pareça, o Portal Terra chegou a publicar uma reportagem ontem trazendo a lista com os nomes das pessoas que teriam sido assassinadas. Além do filho de Gilmara, haveria uma outra criança, de oito anos — que estava internada no Hospital Municipal de São José dos Campos por causa de uma apendicite que o levara à cirurgia. O post em que conto essa história está aqui.


Reproduzo a íntegra da conversa porque a considero um documento e um emblema desses dias. Ouçam. Volto em seguida. .
Voltei
Como viram, Gilmara não é uma coitadinha, desarticulada, sem noção do que está acontecendo. É claro que não está feliz com a ocorrência. Mas resta evidente, por suas próprias palavras, que ela e sua família não foram, felizmente, agredidos pelos policiais, que os trataram com, segundo ela mesmo, educação.


Tenha-se a abordagem que for dos episódios do Pinheirinho, a verdade é que os mistificadores, desta vez, foram longe demais! Procurem no dicionário o sentido da palavra “massacre” para avaliar se foi o que se viu no Pinheirinho. Nem mortos nem uma legião de feridos. FELIZMENTE, NADA DISSO ACONTECEU!


Pesquisem para ver! A desocupação era iminente. As lideranças que cuidavam da área não informaram a seus liderados o que estava em curso, como resulta claro da minha conversa com Gilmara. E a razão é muito simples: o confronto com a polícia lhes era e lhes é útil porque ajuda a “alimentar a luta”.


As esquerdas sempre contaram com o sangue dos inocentes ou dos ingênuos para regar o seu canteiro ideológico. Se um dia vocês se interessarem por detalhes da trajetória de Lênin, verão onde está a matriz dessa prática. Hoje em dia, como todo mundo sabe, a “revolução comunista” é impossível. Mas os ideólogos estão por aí, ainda dispostos a usar o lombo alheio para construir o seu “mundo melhor”.


É oportunismo vigarista ou burrice indagar se aquelas pessoas “não têm direito a uma moradia”. Direito, em certo sentido, temos todos até ao Paraíso. A questão é saber quais métodos são e quais não são aceitáveis para exercê-lo. Pode o Poder Público, em qualquer esfera, simplesmente desapropriar toda e qualquer área que seja invadida por pessoas que dizem ter “direito” a uma moradia? Acho que não. Parece que o caminho não é esse.


A grande imprensa está omitindo — publicou, mas sem nenhum destaque — um fato relevante: a Justiça determinou a reintegração de posse do terreno em julho do ano passado. Cumpre lembrar uma vez mais a determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo:
“Autorizo, para tanto, requisição ao Comando da Polícia Militar do Estado, para o imediato cumprimento da ordem da 6ª Vara Cível de São José dos Campos, repelindo-se qualquer óbice que venha a surgir no curso da execução, inclusive a oposição de corporação policial federal (…)”


Mas nem quero me estender nesse particular agora. Quero que fique registrado neste post que a função do jornalismo, quando recebe uma denúncia grave como aquela — PM estaria matando pessoas e ocultando cadáveres —, é apurar se o fato é verdadeiro ou não, especialmente porque a fonte original tinha todo interesse em difamar a força policial.


Não se fez apuração nenhuma! Lançou-se a mentira no ar, e ela ganhou o mundo. Desde que atuo no jornalismo, nunca vi uma farsa tão bem urdida. Desmoralizada pelos fatos, encontrados os supostos “mortos”, os militantes não se deram por vencidos e passaram a atacar em novas frentes, como vocês verão. Isso tem explicação.


Essa gente que quer que Gilmara, seu marido, seu filho e outros como eles se danem. Os moradores do Pinheirinho são apenas pretextos de sua “luta”. Helena Silvestre, a tal que concedeu entrevista à TV do ditador Hugo Chávez, já deixou claro em um seminário que seu objetivo não é exatamente dar casa a quem não tem, mas acabar com o capitalismo. Aquele coroa se fingindo de moleque que estava murchando o pneu do carro de Gilberto Kassab no dia 25 de janeiro vestia uma camiseta em que se liam, junto com “Somos Todos Pinheirinho”, as seguintes palavras: “Intifada Palestina”.


As últimas pessoas com quem os militantes se importam são as donas Gilmaras e suas respectivas famílias. Eles são apenas o combustível que se queima em defesa de “um outro mundo possível”. Aquele que tem como essência moral, ou amoral, a mentira! E que só se revela pelo avesso. Por isso George Orwell, no livro “1984″, deu grande importância à “novilíngua”, aquela linguagem em que uma coisa se define pelo seu contrário: “Liberdade é escravidão”.


E se dona Gilmara, seu marido e seu filho não tivessem sido encontrados. Ora, para as mentes perturbadas e para os canalhas, seria a evidência dos homicídios e da ocultação de cadáveres. E a prova estaria justamente na ausência de provas.


Boa sorte, Dona Gilmara! Que a senhora seja livre! Que se livre, inclusive, de seus supostos protetores!


Por Reinaldo Azevedo
28/01/2012 às 7:11

Veja onde estão os “mortos” do Pinheirinho, que estão vivos.

Ou: Canalha esquerdopata institui a “prova negativa”, coisa típica das tiranias que eles admiram
Se você tem adversários pessoais ou políticos e quer acusá-los de assassinato e ocultação de cadáver, pode fazer a lista de nomes e mandar para o Portal Terra. Eles lá publicam a acusação mesmo sem haver a menor evidência. Quer dizer, não sei… Só se for coisa contra os petistas, acho que não… Publico em vermelho trechos de uma reportagem desse Portal. Volto em seguida:
*
As ONGs Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência e Justiça Global divulgaram na tarde desta quinta-feira os nomes de cinco pessoas supostamente desaparecidas durante a reintegração de posse no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo. De acordo com as organizações, um menino de 8 anos, um idoso e uma família de três pessoas teriam desaparecido. O comandante da Polícia Militar no Estado afirmou considerar “muito difícil” o sumiço de pessoas na ação.
(…)


O menino desaparecido seria Matheus da Silva, que de acordo com o relato de moradores entrou em estado de choque quando a PM invadiu a área. Sua família relatou que policiais teriam levado o menor para atendimento médico e, desde então, não se saberia mais notícias do garoto. Pedro Ivo Teles dos Santos, 75 anos, teria sido espancado pela PM e levado para um posto de saúde. Quem relatou foi a ex-mulher de Pedro Ivo, que desde então não tem qualquer informação sobre ele.


A família que teria desaparecido seria composta por Gilmara Costa do Espírito Santo, seu marido identificado apenas como “Beto” e o filho, Lucas. O advogado dos despejados diz que a busca vai abranger um raio de 100 km da ação policial. “Vamos solicitar registros de ocorrências em todas as cidades num raio de 100 km de distância de São José dos Campos. Se essas pessoas não aparecerem num prazo de 48 horas, vamos exigir que as autoridades sejam responsabilizadas”, disse Aristeu Pinto Neto.


Volto com a verdade
1) O Menino Matheus da Silva - Está internado no Hospital Municipal de São José dos Campos. Teve uma crise de apendicite e foi operado no dia 26 de janeiro.


2) Gilmara Costa do Espírito Santos, marido e filho - A família está hospedada, sã e salva, em casa de parentes, no bairro Satélite.


3) Pedro Ivo Teles dos Santos - Ainda não foi localizado, mas a Prefeitura e Polícia têm em mãos uma entrevista concedida por ele ao jornal “O Vale” depois da desocupação do Pinheirinho. Como morto não fala… O texto está aqui.NESSE CASO, FAÇO UM ALERTA À SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA!


Um dia antes da operação do Pinheirinho, Pedro Ivo fez um BO acusando a perda de documentos. Como os facinorosos estão doidos para arranjar um cadáver e como a tramóia foi desmoralizada, nada impede que dêem o jeito de arrumar um suposto “Pedro Ivo” morto.


De novo, Aristeu
Vejam lá o último nome em destaque no texto do Terra. É o tal Aristeu, o advogado do Movimento dos Sem Teto que denunciou as mortes à Agência Brasil, o que rendeu reportagem. Como se vê, ele não muda de tática. Viram? Se as pessoas não aparecessem em 48 horas, ele anunciava: “Vamos exigir que as autoridades sejam responsabilizadas”.


Nas democracias, só existem “provas positivas”, nunca “provas negativas”, o que é típico das tiranias. Se eu digo que o Fulano é ladrão, tenho de exibir a prova positiva de que é ladrão. Ele, obviamente, não pode ser obrigado a provar que não é.


A tanto os meliantes morais obrigaram a Prefeitura de São José dos Campos e a Polícia: a provar que NÃO FIZERAM. Por esse método, vejam que espetáculo, eles podem apresentar uma lista infinda de nomes, e as autoridades que corram atrás. Atenção! SE UMA PESSOA NÃO APARECER PORQUE VIAJOU OU SEI LÁ O QUÊ, ENTÃO ELES CHAMARÃO ISSO DE PROVA!!! Vale dizer: a prova de que existe um morto é não existir o morto.


Diz a minha fonte em São José que duas outras pessoas também dadas como “mortas” — não estão na lista do Terra — foram igualmente encontradas. Não se esqueçam: isso começou quando a Agência Brasil, do governo federal e sustentada por todos os brasileiros (de todos os estados, de todos os partidos, além dos sem-partido), conferiu credibilidade a mentirosos delirantes.


Mais uma vez, evidencia-se uma tese antiga deste escriba: um esquerdista, mesmo diante da prova de culpa, será sempre inocente; um não-esquerdista, mesmo se inocente, terá de provar que não é culpado. Essa é a democracia deles!


Por Reinaldo Azevedo
27/01/2012 às 16:44
Enviado por Delmar Philippsen

SURREALISMO! Prefeitura de São José dos Campos e PM acham todos “os mortos” do Pinheirinho. Estão vivos, é claro!, e passam bem!

A canalha não desistiu e ficou insistindo que havia “mortos” no Pinheirinho. Ainda agora há vagabundos e vagabundas sustentando essa mentira! Fizeram até a lista dos nomes! Todas as pessoas foram encontradas e passam bem!

Conto a história em detalhes daqui a pouco! O que está em curso é inédito na história das democracias. É a máquina petista de difamação agindo em conluio com o subjornalismo.


Por Reinaldo Azevedo
27/01/2012 às 16:03

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Lula e Alckmin


Lula foi fazer sua sessão diária de radioterapia no Hospital Sírio Libanês e aproveitou para visitar o presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Daí, mais que de propósito, Alckmin também apareceu no Hospital para um bate papo particular com Lula de 20 minutos..Eitcha!  Kassab fazer tratativas com Lula é uma coisa...mas Alckmin? Isso é que é oposição "oposicinha" !!! Eu pergunto: afinal, o Hospital Sírio Libanês virou um ponto de encontro de celebridade políticas,  um ninho para conchavos politiqueiros?  Para os ilustres pacientes acima citados que devido aos tratamentos para combater o câncer estão com baixa resistência e necessitam de um certo isolamento, é muito estranho que os médicos tenham dado permissão para que se exponham a tantas visitinhas, viagens etc...À menos que...ah...sei lá! Cala-te, boca!
27.janeiro.2012 14:08:35
Alckmin se encontra com Lula em hospital de SP
Daiene Cardoso, de Agência Estado
O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), se encontrou na manhã desta sexta-feira, 27, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Hospital Sírio-Libanês, na região central da capital paulista. De acordo com a assessoria de imprensa do ex-presidente, Alckmin pediu na quinta um encontro com Lula. Os dois conversaram por aproximadamente 20 minutos, mas o tema da conversa não foi divulgado.


Mais cedo, Lula se encontrou com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que veio ao Brasil para realizar um check-up médico no mesmo hospital. Lula e Lugo, de acordo com a assessoria do ex-presidente brasileiro, tiveram uma conversa “rápida e fraternal”. Em seguida, Alckmin se juntou aos dois e eles conversaram rapidamente.
Lula chegou ao hospital por volta das 10h30 e deixou o Sírio-Libanês às 13h. Nesta sexta, ele foi submetido à 17.ª sessão de radioterapia. Segundo o cardiologista Roberto Kalil, da equipe médica que trata o câncer de laringe do ex-presidente, Lula vem reagindo muito bem ao tratamento. “Ele está melhor do que eu”, brincou Kalil. O especialista contou que Lula vem apresentando os efeitos colaterais de praxe, como mucosite e dificuldade para comer, mas nada que preocupe a equipe médica.


Comento:
"dificuldade para comer" O interessante é que não emagreceu, está me parecendo bem mais gordo.

Você sabe o que é uma ONG?


O fim da I Guerra Mundial (em 1919) com a criação da Liga das Nações e após a II Grande Guerra (em 1945) e a instituição da Organização das Nações Unidas (ONU) a população mundial percebeu que era possível participar da vida pública sem estar obrigatoriamente envolvida com o Poder Público. As NGOs ou non-governmental organization foram crescendo e se multiplicando, primeiramente para tratar de assuntos relativos aos direitos humanos, depois ao meio ambiente e atualmente estão relacionadas aos mais diversos temas da modernidade. Mesmo assim a maioria da população e as autoridades em geral não sabem, efetivamente, qual o poder dessas organizações.
As NGOs ou ONGs (tradução portuguesa para Organização não Governamental) são associações constituídas legalmente e criadas por pessoas naturais para operar independentemente das instituições governamentais.
Por óbvio que, sendo formadas por seres humanos, essas organizações podem sucumbir aos mesmos interesses escusos que por vezes influem nos órgãos governamentais. Fatores como improbidade, desvio de conduta, falta de ética, desonra e outros estão próximos aos homens desde os primórdios da humanidade e não poderia ser diferente nos dias atuais. Cientes dessa possibilidade de corrompimento das pessoas é que as organizações governamentais tentam controlar as não governamentais e para tal oferecem benesses aos seus dirigentes no intuíto de evitar que estes criem problemas para a “governabilidade”.
Por princípio as organizações não governamentais deveriam ser totalmente independentes das administrações públicas e para tal não poderiam, de forma alguma, receber ajuda e principalmente dinheiro originário do que é público. Quando uma organização não governamental admite ser sustentada pelo Governo deixa de ser não governamental por excelência e se torna “semi não governamental“, uma espécie de não é, mas é.
A origem do dinheiro para sustentação da ONG e de suas ações, para que exista realmente condições de independência, tem que ser do próprio grupo popular interessado. Campanhas de arrecadação de fundos entre os cidadãos e até mesmo doações de interessados em fortalecer as atividades da organização não governamental são benvindos. Todavia quando o Governo passa a investir em determinada ONG acaba criando uma parceria que não estava prevista quando por época do desenvolvimento da teoria que criou essas associações.
É bem possível admitir convênios entre o público e o privado para determinados atendimentos à sociedade como por exemplo saúde, proteção a infância e adolescência e outras atividades similares. Contudo é praticamente impossível aceitar que o Estado participe na sustentabilidade de organizações de combate à corrupção, de proteção aos direitos humanos e que tenham como principal objetivo reagir aos abusos praticados pela própria organização governamental. Inadmissível querer defender a hipótese que um determinado administrador que autorize substanciosas verbas a esta ou aquela ONG fique alheio e não exerça influência nas decisões desta mesma ONG quando estiverem contrárias a seus interesses.
Imagine o governo de algum Estado da Federação sustentando organização não governamental cuja finalidade principal é a de denunciar crimes e anormalidades praticadas pelos administradores públicos desse mesmo Estado e, caso não sejam tomadas as devidas providências pelos órgãos fiscalizadores para coibir as irregularidades a ONG patrocinada é a que procede as devidas ações judiciais contra o Estado, além de divulgar anormalidades e crimes praticados por aqueles que sustentam-na. Como conceber esta hipótese?
Algumas ONGs como a Brasil Verdade (Associação de Defesa ao Direito do Cidadão à Verdade) se difere das demais porque além de denunciar e exigir providências contra as ilegalidades praticadas por aqueles que representam o Poder Público também atua judicialmente intentando ações populares e civis públicas. Essas ações servem para anular atos prejudiciais ao erário e à moralidade administrativa; para recuperar verbas desviadas e também para apurar prática de atos de improbidade perpetrados pelos administradores. Acostumados a serem protegidos pela própria administração e as vezes com a conivência dos órgãos de fiscalização, os administradores públicos não conseguem admitir que organizações não governamentais que atuam em defesa do interesse coletivo venham a agir contra eles denunciando seus atos condenáveis e até mesmo processando-os – principalmente quando já está tudo previamente “acertado”.
Certamente dentro de dez a vinte anos será possível aos integrantes dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) aceitar críticas feitas por quem não pertence ao Governo. Também será mais fácil, à partir das facilidades oferecidas pelos meios virtuais e pessoais de comunicação e troca de informações (Internet – orkut, facebook, twitter, blogs etc.) à população tomar conhecimento das falcatruas praticadas por aqueles que deveriam ser exemplo de fidelidade ao bem público e se revoltar associando-se à ONGs que tenham como objetivo institucional combater esses desvios.
Em face desta falta de compreensão do que sejam as organizações não governamentais de combate à corrupção e busca da verdade real é que o Judiciário atua em comum acordo com o Executivo e o Legislativo para calar as vozes que se levantam contra os desmandos praticados em nome de uma falsa defesa e proteção à comunidade.
Por outro lado, a promiscuidade familiar e social em que vivem muitos dos administradores públicos acarreta em decisões contrárias aos interesses da sociedade quando para defender parente ou amigo. Alguns servidores se mostram capazes de mentir, falsear informações e mesmo fraudar documentos para ajudar colega ou amigo. Alguns chegam ao cúmulo de desrespeitar os mais comezinhos direitos individuais de liberdade não titubeando em “rasgar” a Constituição Federal para evitar ser dada publicidade a atos absurdos e contrários aos inalienáveis direitos humanos praticados por poderosos que, temporariamente, estão ”donos” de importantes cargos ou funções.
Com o tempo haverá de chegar o momento em que realmente o povo será seu próprio dirigente e atuará através das organizações não governamentais que, por sua vez, atuarão e agirão todas as vezes em que o Poder Público e seus gerentes se omitirem, seja por preguiça ou mesmo por conivência com o errado.


23 de janeiro de 2012


http://brasilverdade.net/voce-sabe-o-que-e-uma-ong/#more-606