quarta-feira, 16 de maio de 2012

Transição inacabada


Por Jarbas Passarinho
Foi ministro de Estado, governador e senador Opinião do Correio Braziliense


O presidente Geisel, ao tomar posse em março de 1970, encontrou vencidas as guerrilhas urbanas, iniciadas em 1967. Preparou um plano de transição constante da Emenda Constitucional nº 11, de 13 de outubro de 1978. Revogava o AI-5. Restabelecia todas as liberdades fundamentais, entre elas a dos órgãos de comunicação de massa, hoje conhecidos como mídia.


Ao presidente Figueiredo coube continuar a transição, com a quebra do bipartidarismo e a anistia geral. Ao fim do mandato do seu sucessor, eleito pelo Colégio Eleitoral mantido pela eleição de 1982, encerrar-se-ia o ciclo militar. O PDS rejeitou fosse substituto de Figueiredo o deputado Paulo Maluf, candidato aprovado em Convenção Nacional. O cisma, liderado pelo senador José Sarney, em 1984, causou a adesão de grande parte do partido à candidatura de Tancredo Neves, ainda eleito pelo Colégio Eleitoral tão execrado, mas útil no momento favorável.


Quanto à anistia, a oposição exigia “ampla, geral e irrestrita”. Apresentou, porém, um substitutivo que aprovava a absolvição dos crimes conexos (entendidos como terrorismo e tortura), mas não abrangeria, intencionalmente ou não, Leonel Brizola e Miguel Arraes. Derrotado o substitutivo, encabeçado pelo deputado Ulysses Guimarães, foram ambos eleitos em 1982, respectivamente governador do Rio Grande do Sul e deputado federal, por Pernambuco. Líder do governo Figueiredo, e por ele autorizado, garanti, da tribuna do Congresso, que outras medidas, especialmente sobre os crimes de sangue que a lei excluía, seriam progressivamente submetidas ao Congresso.


Aprovada a anistia pelo Congresso, antecipada pelo pluralismo partidário e a legalização dos partidos marxistas e até leninistas pelo presidente José Sarney, que fora o líder da Arena e do PDS, vê-se que a distensão buscava a democracia plena. Mas a esquerda radical não aceitou, anistiada, a reconciliação da família brasileira. Na Constituinte, o assunto voltou à baila: “Nada de esquecimento”, diziam. Na gestão de FHC a litania separatista de esquerda foi atendida. O revanchismo produziu a inversão da história: os vencidos na luta armada, que a deflagraram em 1967, passaram a reescrever a história.


O presidente Fernando Henrique Cardoso tornou lei a “vendeta”. Constituiu as comissões de Anistia e de Indenização, tomadas de facciosismo raivoso e multiplicador até de fortunas, que levaram o humorista Millor Fernandes, nada simpático ao ciclo militar, escrever que “os guerrilheiros não fizeram guerrilha, mas um bom investimento”. FHC, ao sancionar as comissões, disse ser “o dia mais feliz” da vida dele. Carreou votos de milhares de indenizados para Lula e não para Serra, seu candidato a presidente da República.


Esse retrospecto põe em evidência o comportamento harmonizador, sem reciprocidade, dos que impediram que o Brasil virasse uma imensa Cuba. Pagam por isso, como se os guerrilheiros tivessem vencido, pelas armas, a segunda tentativa sangrenta de tomar o poder no Brasil. Derrotados, foram anistiados, mas parecem vencedores implacáveis. Falseiam a verdade.


Objetivam convencer os incautos que perderam devido à tortura que teriam sofrido, quando se sabe que perderam porque não tiveram apoio da opinião pública, essencial para as guerrilhas. Dizem que lutaram pela democracia contra a ditadura. Como confessa dignamente o ex-guerrilheiro Daniel Aarão Reis, marxistas leninistas que eram, bateram-se pela ditadura do proletariado. Compensando o fracasso armado, estão com os bolsos abarrotados de dinheiro, pensões vitalícias sem pagar Imposto de Renda, empregos e nomes nas ruas. O presidente Lula, que prefere ser democrata pragmático a proletário revolucionário, os diz heróis, numa cerimônia a que presidiu.


Apesar de todas as vantagens, não terminam as reivindicações. Nas eleições importantes de São Paulo, dona Marta Suplicy, derrotada, chamava de filhote da ditadura ao seu concorrente, que nem tinha nascido em 1964. Jornais de grande tiragem rememoram, de onde em onde, ocorrências havidas na guerrilha do PCdoB (ainda hoje stalinista), no Araguaia, sempre imputando sevícias aos que defenderam a pátria com o sacrifício da própria vida. Stalin agradece. Nossa pátria pranteia silenciosamente seus mortos. Note-se que a mudez impera no agitprop sobre as guerrilhas urbanas muito mais sérias.


A OAB, 40 anos depois, pede ao Supremo Tribunal Federal que proíba prescrição do crime de tortura, que atribui aos militares, mas silencia sobre o terrorismo, o que faz supor aprová-lo como legítimo na guerrilha. Ignora o atentado que matou cinco pessoas inocentes, mutilou e feriu 15 no aeroporto de Recife, em 1966; o carro-bomba que estraçalhou o corpo de uma sentinela do Exército em São Paulo; os que, desarmados, emboscaram Henning Boilense; que “matou por engano” um major alemão, tomando-o por um capitão boliviano, que teria prendido Che Guevara, ambos alunos da Escola de Estado Maior do Exército brasileiro.


Divulgam as violências que José Genoíno garante ter sofrido para dar informações de seu grupo, mas que tem a correção de negar tenha sido torturado ao ser preso na floresta. Pois os companheiros de Genoíno, meu par no Congresso, certa vez esfatiaram até à morte, na presença dos pais, o corpo de um menino de 17 anos de idade que serviu de guia à patrulha militar que os perseguiu na mata. Nos países torturadores, Cuba e China, onde se amestraram, devem ter-lhes lembrado Marx: “A violência é a parteira da história”. E o terrorismo, doutores?
Fonte:http://movimentoordemvigilia.blogspot.com.br/2008/10/transio-inacabada-por-jarbas-passarinho.html

REVISITANDO A ANISTIA

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Por Jarbas Passarinho -veja publicação aqui - Correio Braziliense 12 /06/2011


Em outubro de 1978 o Congresso aprovou a Emenda Constitucional nº 11, revogando todas as medidas de exceção, a começar pelo AI-5. Todas as liberdades fundamentais voltavam a viger. O governo decidira preceder a anistia da reforma partidária acabando o bipartidarismo. Leonel Brizola, não conseguindo dominar o PTB, criou o PDT. Miguel Arraes voltou à mesma grei emedebista. Os comunistas, sem partido legal, infiltraram-se no MDB. Líder do presidente João Figueiredo, coube-me defender o projeto de lei da anistia, que abrangia crimes conexos, não especificados, mas sabidamente tortura e terrorismo. A oposição apresentou um substitutivo do MDB, encabeçado pelo deputado Ulysses Guimarães. Surpreendentemente, só anistiava cassados pelos atos institucionais, o que significava não anistiar, entre outros, Leonel Brizola, Carlos Prestes e Miguel Arraes, cassados antes da edição do ato institucional.
Teria sido intencional? A sessão do Congresso foi marcada pela agressão desmedida das galerias. Rejeitado o substitutivo e aprovado por maioria o projeto de lei, a oposição aceitou o resultado com a exceção dos radicais. Carlos Prestes, em entrevista, rejeitou a anistia e advertiu: "De um momento para outro, se houver uma explosão popular no Brasil, os comunistas têm o dever de preparar as massas para empunhar as armas". Miguel Arraes, também em entrevista, perguntado por que não concordava com a conciliação nacional, respondeu: "Conciliação nacional para manter o que está aí?".
Esse quadro põe em evidência como, 40 e poucos anos passados, os quadros partidários praticamente mantêm a conduta que os dominava em 1979. A maioria aceitou contribuir para a consolidação da família brasileira e aderiu à democracia representativa. Quanto aos comunistas, não. Em 1951, Prestes já enfrentava dissidências. O PCdoB, um dos herdeiros do PCB, fundado em 1962, faz lembrar a advertência de Prestes, ainda que dele apartado no tocante à preferência pela luta armada. Deu-se mal com a Guerrilha do Araguaia e guarda a rejeição à anistia. Impinge a versão de que os guerrilheiros lutavam "pela democracia contra a ditadura desalmada que esmagou jovens inexperientes, combatidos por profissionais treinados para matar". Duas vezes mentira. Guerrilheiros sinceros desmentem as falácias. Firmaram desmentidos publicamente.
Marxistas, reiteram que lutaram pela ditadura do proletariado e foram treinados para guerrilha em Cuba, ponta de lança da União Soviética, e antes, na China de Mao Tsétung, ainda sendo presidente João Goulart. É fato que os jovens universitários da Guerrilha do Araguaia compunham 46% do efetivo dos quadros combatentes cooptados por velhos doutrinadores do marxismo e 2% de operários (Guerrilha do Araguaia. Relato de um combatente — Lício Maciel, Editora Corifeu). Mocidade fascinada pela paixão revolucionária de que nos fala François Furet no seu belo livro O passado de uma ilusão.
Paixão que dominou o século 20, com o viés ideológico. A vitória dos aliados em 1945 levou a União Soviética à condição de segunda superpotência mundial. Foi quando a paixão revolucionária se transformou na paixão comunista, em que os intelectuais foram a ponta de lança da propaganda comunista.
Vencida a guerrilha em 1975, legitimados os partidos comunistas, recorreu à via pacífica. Minoria inexpressiva numericamente na Câmara dos Deputados, adere aos presidentes da República, desde o governo FHC, e vem ocupando a Secretaria de Direitos Humanos, com status de ministro de Estado. Sua obstinação é tentar anular a Lei da Anistia. O Supremo considerou inepta a ação impetrada e manteve a vigência da lei que ampara os crimes conexos. Alimentada pelo rancor dos perdedores que não reconhecem a duplicidade dos abusos na luta armada, certamente só aceitam da anistia o que lhes favoreceu: a anistia aos terroristas. Argumentam que os guerrilheiros e terroristas foram julgados pelo STM e até perderam a vida. Falacioso o argumento. Primeiro, porque nenhum deles foi preso depois de anistiados. Segundo, porque, ao fim de 1979, já não haveria um único preso por motivação política. Receberam vultosas indenizações por terem perdido a guerra.
Não se nega a tortura, não, porém como a prática institucional dos países totalitários. Como negar se o abuso é citado no texto da Lei de Anistia como crime conexo com o terrorismo? Com o terrorismo, repito. Se há vítimas sobreviventes de ocorrência de tortura, até hoje nos altos postos da vida pública, como não levar em conta as pessoas inocentes mortas na chacina do atentado do aeroporto de Recife? E as assassinadas, para servirem de exemplo e escarmento, inclusive nos "justiçamentos" para evitar deserções? As mortas até por engano e as mortas por assalto aos hospitais para roubar armamento? Para esses e seus dependentes não houve indenizações. Morreram no cumprimento de seus deveres.
Jarbas Passarinho-Coronel reformado foi governador, senador e ministro de Estado


Fonte: http://pedrodaveiga.blogspot.com.br/2011/09/revisitando-anistia.html

COMISSÃO DA VERDADE E PROLEGÔMENOS

Os guerrilheiros vencidos na luta armada do Araguaia jamais aceitaram a Lei da Anistia, votada por um Congresso pluripartidário em 1979 e aprovada por maioria, numa sessão fortemente tumultuada pela esquerda radical. Desde então, seus componentes têm feito da revogação da Lei de Anistia uma obsessão que dura 32 anos.
O precedente se deve à Emenda Constitucional nº 11, de outubro de 1978, que restabeleceu as liberdades democráticas fundamentais.


Em eleições gerais sucessivas, não tendo vencido, os radicais associaram-se ao PT, o estandarte que os recebeu como minoria útil nas eleições presidenciais, quando reiteradas vezes só têm eleito cinco ou seis deputados, sua cota de aceitação popular.


Vitorioso, Lula deu à ala mais resistente, o PCdoB, por oito anos, a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Primeiro recorreram ao parlamento, na tentativa de anular a lei. Não obtendo apoio dos pares, recorreram ao Supremo Tribunal Federal, obcecados por obter a revogação da discutida lei cujo objetivo, para o governo João Figueiredo, não pressupunha perdoar os vencidos na luta armada do Araguaia, mas conciliar a família brasileira. O Supremo negou provimento à ação esdrúxula. Manteve a vigência da lei.


Indo além no cadinho que manipula o ódio, misturado certamente com calúnias, a Organização dos Estados Americanos (OEA) perfilhou o absurdo. Não lhe bastando submeter o Brasil ao vexame de explicar-se por crimes resultantes de ofensa aos direitos humanos ao violar a Convenção de Genebra, insinuam apelar para o Tribunal Penal Internacional de Haia (TPH), que processa responsáveis por barbaridade na guerra da Bósnia contra a população civil muçulmana, inclusive estupros de mulheres muçulmanas "para purificação genética". Entre eles o ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic, morto por ataque cardíaco; o general Perisic, comandante do Exército iugoslavo, subordinado a Milosevic, condenado a 27 anos de prisão; e outro general herói da guerra da Bósnia e mais dois coronéis, todos responsáveis por massacres de civis.


A comparação com torturas chega a ser torpe. Por esses abusos, as ações dos exércitos alemão (Gestapo), francês (paraquedistas na luta de descolonização da Argélia) e americano, no Iraque, seriam consideradas crimes hediondos. No Brasil, os queixosos esquecem que praticaram crimes piores, como atentados terroristas e assassinatos seletivos, crimes contra a humanidade, o que a OEA não viu ao conceder apoio solidário aos reclamantes. A última tentativa na mais recente reunião com o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, parecia dar uma solução de comum acordo, reconhecendo equivalentes os dois tipos de crimes, que a Constituição assim escreve como incapazes de ser anistiados. A ministra do PCdoB, presente à reunião, segundo a mídia, concordou que a Comissão da Verdade averiguasse também os abusos dos guerrilheiros, selecionando o atentado terrorista no Aeroporto do Recife e os assassinatos seletivos de vítimas civis e militares até por engano de pessoa.


José Genoíno, ex-deputado federal pelo PT, hoje assessor do ministro da Defesa, é encarregado de coordenar o texto do projeto, que dormia na Câmara havia dois anos. Não prosseguia segundo o processo legislativo, respeitando a pública declaração da presidente da República, à mídia, do desinteresse da maioria pela votação de matéria traumática.


A presidente Dilma, por motivo que só a ela cabe julgar, mudou recentemente de posição e o projeto transformou-se em urgente. Pela primeira vez, a tramitação do projeto conta com o beneplácito dos três comandantes da Forças singulares, que aprovaram o esforço do seu assessor, no sentido de dar urgência à composição da comissão prevista de sete notáveis para o estudo preliminar do texto do projeto que "investigará torturas na ditadura militar".


A mais recente reunião de que fez parte o ex-ministro Nelson Jobim, presente e concordante a ministra Maria do Rosário, incluía a investigação dos atos terroristas na luta, citando nominalmente o atentado no Aeroporto dos Guararapes, no Recife, e assassínios seletivos. A escolha do assessor com tanta autoridade é oportunidade rara de julgar a tortura, que teria sofrido, e conhecer o bárbaro assassinato de um adolescente, para servir de escarmento, pelo seu próprio grupo de guerrilheiros. A pequena tropa de combate aos guerrilheiros comandada pelo capitão Lício Maciel (livro Guerrilha do Araguaia, páginas 40 e seguintes) prendeu José Genoíno, de codinome Geraldo, que foi retirado da frente de combate sem sofrer qualquer violência. O capitão Lício, gravemente ferido, num encontro com o grupo militar da guerrilha, em que houve mortes, foi também evacuado. Recuada a tropa, após o ferimento do comandante, os guerrilheiros camaradas de Genoíno foram informados de que João Pereira, adolescente de 17 anos, filho de um pequeno fazendeiro, fora o guia dos poucos militares até localizá-los na mata. Na frente dos pais, fatiaram o corpo do rapaz em partes e concluíram por facadas no coração. Deixaram claro que era uma represália para servir de escarmento a quem auxiliasse a tropa que os perseguiam.


Jarbas Passarinho – Correio Braziliense – 19/09/2011
Fonte: http://www.visaopanoramica.com/2011/09/26/direto-do-clube-militar-comisso-da-verdade-e-prolegmenos/

O que fizeram os amigos da Dilma

"Na frente dos pais, fatiaram o corpo do rapaz em partes e concluíram por facadas no coração. Deixaram claro que era uma represália para servir de escarmento a quem auxiliasse a tropa que os perseguiam."

Os autores da 'façanha' foram os terroristas da APML/PC do B, durante a Guerrilha do Araguaia, instaurada para implantar uma ditadura comunista no Brasil


Quem conta é Jarbas Passarinho, ex-coronel, ex-ministro da Educação, ex-governador do Pará e ex-senador.
Enviado por Gracialavida

Comissão da Verdade paralela à oficial

Clube Naval cria comissão da verdade paralela à oficial

Objetivo é dar assessoria jurídica a militares que possam depor e evitar ações pró-revogação da Lei da Anistia


14 de maio de 2012 | 3h 08
TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Preocupado em blindar os militares que serão convidados a depor na Comissão Nacional da Verdade e a apresentar um contraponto a possíveis ataques às Forças Armadas, o presidente do Clube Naval, Ricardo Veiga Cabral, criou uma "comissão paralela da verdade" e montou um grupo jurídico para assessorá-la.
A ideia é analisar os debates na Comissão da Verdade e oferecer orientação jurídica e acompanhamento nos depoimentos. A iniciativa pioneira do Clube Naval deve ser seguida pelos demais Clubes Militares, liderados por militares da reserva, que têm funcionado como a voz do pessoal da ativa que é impedido de falar pelo Regulamento Disciplinar das Forças Armadas.
Na quinta-feira - um dia depois de a comissão oficial começar a funcionar em Brasília, após pomposa posse no Palácio do Planalto com a presença de quatro ex-presidentes -, as preocupações com a conduta dos trabalhos será debatida numa reunião interclubes, no Rio de Janeiro.
"Precisamos estar atentos sobre os passos da comissão e por isso faremos este acompanhamento diuturno", disse Veiga Cabral ao Estado. De acordo com o almirante, a comissão paralela poderá, ainda, "evoluir para um diálogo com a Comissão da Verdade, ou pelo menos com alguns integrantes dela, para ouvirem nossas justificativas". Ele teme que a Comissão da Verdade seja "apenas uma estratégia, um primeiro passo, para, depois, tentarem revogar a Lei da Anistia, que está em vigor e foi ratificada pelo Supremo Tribunal Federal".
Esquerda. "Será que eles não vão ceder à esquerda?", questiona Veiga Cabral. Para ele, decorre daí a importância da comissão paralela e de artigos como o publicado pelo Estado no sábado, assinado pelo general de Exército Rômulo Bini, que pede o fim do silêncio pelos militares.
O texto do general Bini - que convoca os militares da reserva e até os chefes para suspenderem o silêncio que se impuseram, para questionarem a Comissão, que chama de revanchista, e pede que reajam aos insultos que a categoria vem recebendo - desagradou ao comandante do Exército, general Enzo Peri.
Há preocupação de que um artigo de um oficial general como Bini, que sempre esteve longe de qualquer radicalismo, sirva de incentivo para outros oficiais, até mesmo da ativa, se manifestem, desencadeando um problema interno com várias vertentes, que começa com a Comissão da Verdade e passa, obrigatoriamente, pela insatisfação salarial, que é imensa. Justamente para evitar a propagação das ideias do general Bini, o artigo dele não foi incluído na resenha do Exército, nem de sábado, nem de domingo, que chega a todas as unidades militares do País.
Enviado por Paul Ricardo Paiva

Comissão da Verdade e Operação Condor

Sr. Ademir
Não o conheço e não sei como o meu endereço eletrônico chegou às suas mãos, lhe permitindo me enviar emails com sua pregação extremista.
Contudo, o seu objetivo é claro: despertar reações contra aqueles que combateram a implantação de um regime marxista no Brasil, divulgando as "suas verdades".
Eu me sinto a vontade em me manifestar porquanto meu pai foi comunista de carteirinha, amigo pessoal do Trifino Correa, Agildo Barata e Apolônio, porque achava a nossa sociedade injusta. Ele era tão amigo do Trifino que, em 1935, quando explodiu o atentado comunista, foi na nossa casa que ele foi procurar abrigo. Lembro-me bem pois fui eu, então com 7 anos, quem lhe abriu as portas. Movimento de que meu pai não participou e nem aprovou, pois sempre foi contra a violência.
E some-se a isto o fato de que fui fichado como comunista e "cassado" por ter denunciado "espertos" oficiais da aeronáutica que haviam montado uma quadrilha na DRAer e por eles perseguido e impedido de exercer atividades laborativas em empresas estatais, inclusive demitido da TELERJ.
Porém, acima de tudo, a minha obrigação é ser justo e isento. E não posso negar que o objetivo primordial de vocês era instalar um sistema comunista no nosso país, a exemplo de Cuba, por meio da subversão e terrorismo e não o combate à ditadura, como alegam. Basta se ver que o Ato Institucional só surgiu depois de vários atentados, a começar pelo que fizeram no Aeroporto de Recife. Com o que não posso concordar uma vez que este sistema, onde quer que tenha sido implantado, só gerou miséria, fome, mortes, prisões, torturas, sofrimento e injustiça. E duvido que me apresentem um só exemplo de que estou errado.
A verdade é que conseguiram conquistar o poder, mas não para promover JUSTIÇA SOCIAL, mas sim para se locupletarem, instalando um sistema de aberta corrupção, como nunca se viu no país. E não satisfeitos com as fartas indenizações com que se favoreceram, num compadrio descarado, ainda buscam represálias pelas derrotas que tiveram no passado. E tanto isto é verdade que muitas das vítimas dos seus atentados sequer foram contemplados ou receberam apenas compensações ridículas. A começar por mim, cujo requerimento de anistia foi negado pela Comissão de Anistia, apesar de a Justiça ter reconhecido expressamente que fui vítima de perseguições políticas, em um longo processo, que se estendeu por mais de uma década.   
Eu, sinceramente, lamento que a Lei da Anistia não tenha trazido reconciliação e paz, como era previsto, e que vocês ainda insistam em promover confrontos, alimentando um injustificável espírito de revanche.
Estou divulgando este email e autorizo a quem o receber a fazer o mesmo.
Atenciosamente
 Pedro Paulo

COMISSÃO DA VERDADE, UMA OVA! NO MÁXIMO, ESTAMOS DIANTE DE UMA "COMISSÃO DA MEIA VERDADE"

Uma comissão que apura apenas um lado da história não pode ser honestamente denominada de "Comissão da Verdade".

Na melhor das hipóteses, considerando-se que seja formada por homens isentos e minimamente dignos de confiança, será, no máximo, uma “Comissão da Meia Verdade”.

Essa tal Comissão da Verdade passa a ser automaticamente mentirosa, quando fixa suas investigações em um único lado da moeda, pois quem viveu àqueles “anos de chumbo” sabe que existiam “bandidos” dos dois lados da “Guerra Suja”.

Ao se negar essa verdade absoluta, partindo do pressupostos que todos os excessos foram única e exclusivamente cometidos por um lado dos combatentes, faz-se uso da “má fé” como principal instrumento de trabalho.

Por outro lado não custa lembrar que muitos dos que hoje defendem a dita “Comissão da Verdade”, são os mesmos que antes, na hora que queriam perdão para seus próprios crimes, desfilavam pelas ruas clamando por “ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA”.


Júlio Ferreira
Recife – PE

COMISSÃO DA VERDADE DE FUNDAMENTALISTAS.

A Lei da Anistia,  concede anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos, crimes eleitorais. Agora  surgem os arautos do atraso, só olham para trás,  como Rosa Cunha, ex-advogada da presidente Dilma,  afirmando que  foco da Comissão da Verdade  é ditadura e não a guerrilha. Parece lógico, pois se assim for, fatalmente a história vai respingar na  nossa presidente.Nunca fui político, mas sempre acompanhei a política do país,  vivi o período  anterior à revolução de 1964, no qual o país estava beirando o caos, inclusive nas forças armadas, onde cabos se insurgiam contra oficiais. O regime militar, foi particularmente ruim para os políticos radicais, mas ótimo para o povo, pois não havia desemprego nem miséria. Nessa época foram construídas todas as Refinarias da Petrobras e todos os principais polos petroquímicos, construídas numerosas usinas como de  Itaipu,  Nuclear de Angra dos Reis, inúmeras rodovias como Transamazônica, Belém Brasília,  Imigrantes, quase todas as  BR’s, quase todos os estádios e ginásios de esportes. Foi o auge do futebol com Pelé , Tostão, Gerson, Rivelino, do basquete de  Hortência, Paula, Oscar e Marcel, do vôlei de Isabel, Jaqueline, Tande e Bernard. Vale lembrar que a Lei da Anistia não foi conquista dos radicais de esquerda, que hoje usufruem seus benefícios, foi a realização de um sonho de João Figueiredo, o último presidente do regime militar. Enquanto o revanchismo cresce, o desenvolvimento diminui. 

Comissão da Verdade está prestes a iniciar os seus trabalhos.

Será o julgamento dos ausentes, a condenação dos infamados, ou melhor, o seu imoral empalamento publico.


Um mau - cheiro exala no ar.


A Comissão se compromete a arrolar os crimes dos Governos Militares e de seus Agentes. E, acreditem: levantará, acusará, e vilipendiará a todos, sem exceção e, por torpe cumplicidade, ao Exército Brasileiro e às demais Forças Singulares.


Não precisava, pois os erros dos governos militares são do domínio publico.


O principal foi empenhar - se na luta para evitar que a subversão tomasse pelas armas o poder, pois os heróicos terroristas agitaram, roubaram, seqüestraram, assassinaram, mentiram e cooptaram jovens inocentes (como fizeram na “Guerrilha do Araguaia”), iludindo - os com a lenda dourada do comunismo.


Utilizando a mesma arma, a Propaganda, conseguiram atribuir a si mesmos, o retorno do País ao pluralismo político, e se autoproclamar angelicais defensores da democracia.


O outro monumental equivoco foi a postura imobilista em relação ao solerte inimigo.


E a luta foi dureza, pois o inimigo não tinha rosto, não usava uniforme, e os governos militares, sem experiência naquele tipo de luta, penaram para estabelecer mecanismos mínimos de eficiência para resistir aos ataques frenéticos de terroristas, muitos adestrados no exterior em atos e ações das mais desumanas.


O erro dos agentes que os combateram... foi combatê – los.


Mas isto não vem ao caso.


Interessa que as Forças Armadas combateram e venceram o comunismo em todas as ocasiões em que, de diferentes maneiras, seus adeptos tentaram tomar o poder. Neste caso, lamentavelmente, a História vem sendo contada de forma unilateral pelos derrotados, com suas versões distorcidas dos fatos.


Alguém já disse que uma derrota é a maior das frustrações. Eles sofreram três, todas capitaneadas pelas Forças Armadas. E, por isso, não perdoam as nossas Forças Armadas.


É típico do governo tirânico que se adonou do País tripudiar sobre o único instrumento democrático que pode fazer lhe frente.


Aqui, os terroristas são homenageados com nomes de ruas e de praças, e os verdadeiros traidores da democracia são indenizados pelo Estado.


Alguns, mesmo os mais ingênuos, não podem fechar os olhos diante da constatação de que vivemos sob um regime “cripto – comunista”, grosseiramente disfarçado, e que a Comissão da Verdade é um instrumento para desmoralizar e anular os Agentes da Repressão e, por vias diretas, os Governos, aos quais eles serviram.


Ao se proporem em desmoralizar os Governos Militares, íntegros e capitaneados por homens de conduta ilibada, sem ambições políticas, e que traziam o desejo de governar com dedicação a sua Pátria, os antigos terroristas e subversivos, atacam, ostensivamente, as Forças Armadas, de acordo com eles, a base de onde saíram os seus algozes e ferramentas utilizadas pelos Presidentes Militares, para promover atrocidades.


Sim, comprovamos que as Forças Armadas construíram uma identidade, e para o Exército Brasileiro, desde a Batalha dos Guararapes formaria uma identidade, uma personalidade, fruto de centenas de atos e de atitudes que construíram um monumento de integridade.


Tememos o que sobrará de dignidade, após o tremendo massacre que assistiremos na tragicomédia, após vigência da Comissão, que terá dois anos para esmagar, não apenas os dedicados Agentes da Repressão, mas os seus Governantes, e por vias diretas, ao Exército Brasileiro, berço e formador daqueles lídimos Presidentes.


É com pesar que presenciamos ao terrível revanchismo, e mais compungidos por testemunharmos o vergonhoso silêncio dos cidadãos probos, que por omissão tornaram – se cúmplices dessa inconcebível pantomima.


O que poderá esperar no futuro uma Nação, cujos militares, passivamente, observam a farsa que se aproxima?


Sim, não sabemos o que restará, nem a coragem, nem a determinação, e será difícil manter alto o brado de “BRASIL ACIMA DE TUDO”, diante desta ultrajante vilania.


Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

POBRES ALUNOS, BRANCOS E POBRES...



POBRES ALUNOS, BRANCOS E POBRES... Sandra Cavalcanti*

Este artigo é de 2009.
Por . Sandra Cavalcanti*

Entre as lembranças de minha vida, destaco a alegria de lecionar Português e Literatura no Instituto de Educação, no Rio.
Começávamos nossa lida, pontualmente, às 7h15.
Sala cheia, as alunas de blusa branca engomada, saia azul, cabelos arrumados.
Eram jovens de todas as camadas.
Filhas de profissionais liberais, de militares, de professores, de empresários, de modestíssimos comerciários e bancários.
Elas compunham um quadro muito equilibrado.
Negras, mulatas, bem escuras ou claras, judias, filhas de libaneses e turcos, algumas com ascendência japonesa e várias nortistas com a inconfundível mistura de sangue indígena.
As brancas também eram diferentes.
Umas tinham ares lusos, outras pareciam italianas.
Enfim, um pequeno Brasil em cada sala. Todas estavam ali por mérito!
O concurso para entrar no Instituto de Educação era famoso pelo rigor e pelo alto nível de exigências.
Na verdade, era um concurso para a carreira de magistério do primeiro grau, com nomeação garantida ao fim dos sete anos. Nunca, jamais, em qualquer tempo, alguma delas teve esse direito, conseguido por mérito, contestado por conta da cor de sua pele!
Essa estapafúrdia discriminação nunca passou pela cabeça de nenhum político, nem mesmo quando o País viveu os difíceis tempos do governo autoritário.
Estes dias compareci aos festejos de uma de minhas turmas,numa linda missa na antiga Sé, já completamente restaurada e deslumbrante.
Eram os 50 anos da formatura delas!
Lá estavam as minhas normalistas, agora alegres senhoras, muitas vovós, algumas aposentadas, outras ainda não.
Lá estavam elas, muito felizes.
Lindas mulatas de olhos verdes. Brancas de cabelos pintados de louro. Negras elegantérrimas, esguias e belas. Judias com aquele ruivo típico. E as nortistas, com seu jeito de índias. Na minha opinião, as mais bem conservadas.
Lá pelas tantas, a conversa recaiu sobre essa escandalosa mania de cotas raciais.
Todas contra! Como experimentadas professoras, fizeram a análise certa.
Estabelecer igualdade com base na cor da pele?
A raiz do problema é bem outra.
Onde é que já se viu isso?
Se melhorassem de fato as condições de trabalho do ensino de primeiro e segundo graus na rede pública, ninguém estaria pleiteando esse absurdo.
Uma das minhas alunas hoje é titular na Uerj. Outra é desembargadora. Várias são ainda diretoras de escola. Duas promotoras.
As cores, muitas. As brancas não parecem arianas. Nem se pode dizer que todas as mulatas são negras.
Afinal, o Brasil é assim. A nossa mestiçagem aconteceu.
O País não tem dialetos, falamos todos a mesma língua. Não há repressão religiosa.
A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza!
Portanto, é inconstitucional querer separar brasileiros pela cor da pele.
Isso é racismo! E racismo é crime inafiançável e imprescritível.
Perguntei: qual é o problema, então? É simples, mas é difícil.
A população pobre do País não está tendo governos capazes de diminuir a distância econômica entre ela e os mais ricos. Com isso
se instala a desigualdade na hora da largada.Os mais ricos estudam em colégios particulares caros. Fazem cursinhos caros. Passam nos vestibulares para as universidades públicas e estudam de graça, isto é, à custa dos impostos pagos pelos brasileiros, ricos e pobres.
Os mais pobres estudam em escolas públicas, sempre tratadas como investimentos secundários, mal instaladas, mal equipadas, mal cuidadas, com magistério mal pago e sem estímulos. Quem viveu no governo Carlos Lacerda se lembra ainda de como o magistério público do ensino básico era bem considerado, respeitado e remunerado.
Hoje, com a cidade do Rio de Janeiro devastada após a administração de Leonel Brizola, com suas favelas e seus moradores entregues ao tráfico e à corrupção, e com a visão equivocada de que um sistema de ensino depende de prédios e de arquitetos, nunca a educação dos mais pobrescaiu a um nível tão baixo.
Achar que os únicos prejudicadospor esta visão populista do processo educativo são os negros é uma farsa. Não é verdade. Todos os pobres são prejudicados: os brancos pobres, os negros pobres, os mulatos pobres, os judeus pobres, os índios pobres!
Quem quiser sanar esta injustiça deve pensar na população pobre do País, não na cor da pele dos alunos.
Tratem de investir de verdade no ensino público básico.
Melhorar o nível do magistério. Retornar aos cursos normais.
Acabar com essa história de exigir diploma de curso de Pedagogia para ensinar no primeiro grau. Pagar de forma justa aos professores, de acordo com o grau de dificuldades reais que eles têm de enfrentar para dar as suas aulas. Nada pode ser sovieticamente uniformizado. Não dá.
Para aflição nossa, o projeto que o Senado vai discutir é um barbaridade do ponto de vista constitucional, além de errar o alvo.
Se desejam que os alunos pobres, de todos os matizes, disputem em condições de igualdade com os ricos, melhorem a qualidade do ensino público.
Economizem os gastos em propaganda.
Cortem as mordomias federais, as estaduais e as municipais.
Impeçam a corrupção. Invistam nos professores e nas escolas públicas de ensino básico.

O exemplo do esporte está aí: já viram algum jovem atleta, corredor, negro ou não, bem alimentado, bem treinado e bem qualificado, precisar que lhe dêem distâncias menores e coloquem a fita de chegada mais perto? É claro que não. É na largada que se consagra a igualdade.
Os pobres precisam de igualdade de condições na largada.
Foi isso o que as minhas normalistas me disseram na festa dos seus 50 anos de magistério!
Com elas, foi assim.

*Sandra Cavalcanti, professora, jornalista, foi deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundou e presidiu o BNH no governo Castelo Branco.

Médium João de Deus foi à Venezuela num jatinho de Cachoeira

Tratar Hugo Chávez2012-05-12 18:01:00

O blog do jornalista Jorge Bastos Moreno (Rádio Globo) informa que o médium João de Deus, que outro dia foi entrevistado pela mais famosa apresentadora do mundo, Oprah Winfrey, teria ido a Caracas-VEN, num jatinho particular de Carlinhos Cachoeira para atender o presidente Hugo Chávez.


Segundo Jorge Moreno, Cachoeira é muito amigo do médium João de Deus.
'O que a Polícia Federal e esses parlamentares da CPI querem descobrir é quem pagou pela viagem. E, com isso, chegar a novos interlocutores políticos do Cachoeira', diz o blog. VEJA.
Fonte:
http://w180graus2-teste.tempsite.ws/imprimir-materia/aquiles-nairo/medium-joao-de-deus-foi-a-venezuela-num-jatinho-de-cachoeira-524104.html
Matéria enviada por Ligia Bittencourt 

Em nome da fé

JORGE BASTOS MORENO
Enviado por Rádio do Moreno - 
12.05.2012
 | 
10h04m

Coluna Nhenhenhém


Sabem aquele respeitadíssimo médium João de Deus, recentemente entrevistado pela apresentadora mais famosa do mundo, a Oprah Winfrey?


Pois é. Esse mesmo! Ele é o mais novo alvo de alguns integrantes da CPI do Cachoeira. Não que ele seja um homem de malfeitos. Muito pelo contrário, o médium é conhecido internacionalmente justamente pelo bem que faz ao próximo, através das milagrosas curas.


É que, por ser amigo de Cachoeira, João de Deus teria sido levado pelo bicheiro num jatinho particular até Caracas para atender o presidente Chávez.


O que a Polícia Federal e esses parlamentares da CPI querem descobrir é quem pagou pela viagem.


E, com isso, chegar a novos interlocutores políticos do Cachoeira.


Especula-se que seria aí que o mensalão cruza com o bicheiro.


Será?


Tenda dos milagres
Procurada pela coluna, a assessoria de imprensa do médium confirmou que João de Deus atende "várias personalidades internacionais, inclusive chefes de Estado".


Mas só que o médium, segundo ainda sua assessoria, "jamais daria nomes dos pacientes, por questões éticas".


O exorcista 3


Se eu fosse da CPI, chamaria o médium, mas para tirar o mau espírito incorporado no senador Fernando Collor.


Dia desses, o ex-presidente teve um surto psicótico, durante uma sessão secreta da CPI, que assustou até os mais incrédulos dos ateus.


— Eu estou aqui pelo Policarpo! Eu só quero o Policarpo! O Policarpo é meu!


Zifio, totalmente incorporado, de olhos esbugalhados, estava se referindo ao jornalista Policarpo Junior.


Acalmado por um passe, um colega perguntou:


— Suncê tá mió, mifio?
Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/moreno/posts/2012/05/12/coluna-nhenhenhem-444793.asp
Enviado por Ligia Bittencourt

A presidente Dilma Rousseff foi vaiada nesta terça-feira

Folha.com
 Poder
A presidente Dilma Rousseff foi vaiada nesta terça-feira (15) pelos prefeitos que participavam da 14ª edição da Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

A vaia ocorreu no momento em que a presidente decidiu falar sobre a redistribuição dos royalties do petróleo.

Ao final do discurso de Dilma na abertura do evento, os prefeitos pediram que a presidente se manifestasse sobre o assunto e Dilma respondeu: "Vocês não vão gostar do que eu vou dizer".

Em seguida, a presidente declarou: "Não acreditem que vocês conseguirão resolver a distribuição de hoje pra trás. Lutem para resolver a distribuição daqui pra frente".

Os prefeitos não gostaram da fala de Dilma e vaiaram a presidente.
 

É grande a probabilidade de serem presos logo depois do julgamento....



Por Mônica Bergamo


ALERTA GERAL

Os réus do mensalão já começaram a ser avisados por seus advogados que, em caso de condenação, é grande a probabilidade de serem presos logo depois do julgamento.

Pelo menos três deles estão nessa condição: José Dirceu, Delúbio Soares e o publicitário Marcos Valério.

ÚLTIMO RECURSO

A probabilidade é maior no caso deles porque, se condenados, dificilmente as penas pelos crimes a que respondem (formação de quadrilha, corrupção ativa) ficariam abaixo dos quatro anos, hipótese em que é possível a conversão para punições alternativas. E, depois de uma condenação no STF, não há outra corte à qual recorrer.

DIA A DIA

Caso se confirme o calendário que o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, pretende adotar para o julgamento no STF, eventuais prisões ocorreriam em plena campanha eleitoral.

11.05.2012
Enviado por Gracialavida

JUIZA ROMPE BLINDAGEM DE CACHOEIRA

Pedro do Coutto

A juíza Ana Cláudia Barreto, de Brasília, determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Carlos Ramos Cachoeira e da Delta Construções, rompendo assim qualquer hipótese de blindagem projetada para, por reflexo, proteger também o senador Demóstenes Torres e os personagens envolvidos com o ex-proprietário da empresa, Fernando Cavendish. A decisão foi revelada na edição de O Globo de domingo em reportagem de Jailton de Carvalho, foto de Gustavo Miranda. Sem assinatura, o fato foi publicado pelo O Estado de São Paulo também no dia 13 de maio.
A quebra do sigilo, nos dois casos, fora solicitada pelo Ministério Público, logo os dados em que se baseou partiram das investigações da Polícia Federal. Ana Cláudia Barreto anulou os esforços dos advogados Márcio Thomaz Bastos e Carlos de Almeida Castro na tentativa de desclassificar o valor jurídico das gravações produzidas. Mais uma etapa, portanto, contra os acusados. Quebrado o segredo bancário, o dique do sigilo fiscal rompe-se automaticamente. Pois aí surgirá a desproporção entre o movimento financeiro de Carlos Cachoeira e Fernando Cavendish em relação aos impostos que pagaram.
A decisão da titular da 2ª Vara Criminal do DF refere-se também ao ex-diretor da Delta Cláudio Abreu. Mas é impossível excluir Cavendish da trama. Pois não existe a menor possibilidade de um diretor poder agir sem conhecimento do presidente da Delta. Ana Cláudia Barreto fortaleceu os trabalhos da CPI do Congresso, já que os deputados e senadores vão passar a ter conhecimento, de forma ampla, de uma realidade econômica cujos números falam por si mesmos. E iluminam os negócios protagonizados à base de complicada rede de influências, ponte entre os setores privados e públicos.
Sim, porque no fundo das questões relativas à corrupção, o povo termina sempre pagando a conta. As comissões repassadas a administradores (públicos), claro, são financiadas pelo aumento exorbitante do custo das obras. A engrenagem explica assim a escassez de recursos para Saúde, Educação, Segurança Pública e Transportes. Os eleitores e suas famílias são assaltados dessa forma e sofrem as consequências do superfaturamento que remete a população para os porões do subatendimento, pelo qual paga os impostos. E não sonega. Ao contrário dos responsáveis pela torrente de corrupção que está inundando o cenário naconal.
Jailton de Carvalho observa que a quebra do sigilo fiscal e bancário, no caso da Delta, pode inviabilizar a compra da empresa pelo grupo JBS, de cujo capital, na escala de 31%, inclui a participação do BNDES. Evidente. Porque a quebra do segredo de polichinelo remeterá o conhecimento da opinião pública a real situação econômica da empresa que Fernando Cavendish sustenta ter lhe pertencido até, no máximo, três semanas atrás.
O panorama poderá ser melhor visto do alto da ponte. O JBS vai aceitar o volume dos compromissos herdados da Delta? Dificilmente. Não só pelo que recebeu a mais. Mas igualmente pelo que deixou de fazer. E também pelo que pagou de comissões. Além de tudo isso, as empreitadas que possuia, especialmente as referentes à Copa do Mundo, deixam de ser suas. Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Correa e OAS terão que substituí-la nos contratos. Senão, eles evaporam.
Enviado por Gracialavida

A venda da Delta é inexplicável por si

                                  Ou: 
Chegou a hora de a imprensa identificar os “lulo-burgueses” 

Por Reinaldo Azevedo



O grupo JBS já definiu o novo presidente da Delta, enquanto aguarda uma “rigorosa auditoria”?
Há coisas que são, em si, inexplicáveis, por mais que se tente dar nó no verbo. Uma delas é essa compra, a toque de caixa, da Delta pelo grupo JBS, de que o BNDES — você, leitor amigo, orgulhe-se! — detém 31,4% das ações.

O Brasil, reza velho adágio, não é para amadores. Da noite para o dia, todos seremos sócios da construtora de Fernando Cavendish. As farras em Paris são dele; os problemas da sua empresa serão nossos!
Por que é, em si, inexplicável todo esse procedimento? A resposta é simples: a auditoria nos contratos que a Controladoria Geral da União mandou fazer é para valer, ou tudo não passa de mais uma tática de despiste para passar a impressão de que algo está sendo investigado?
E se a Controladoria não gostar do que encontrar, como parece (ou parecia…) ser o mais provável? Isso significa que o BNDES será sócio de uma empresa considerada inidônea? Não se vai esperar nem o parecer da CGU? Ou, pior do que isso, já se tem o parecer da CGU antes mesmo que se conclua a apuração dos fatos?
Pior ainda: em tese, ninguém sabe que complicações poderiam advir para a Delta de uma CPI em andamento. Que a construtora está enrolada com Carlinhos Cachoeira, eis uma evidência, não é matéria de julgamento. Então o grupo JBS, tendo o BNDES como sócio, entra numa dessa sem saber o que vem pela frente na comissão? Ou, para arremate dos males, já tem o compromisso dos governistas de que a Delta será preservada na investigação?
Não é mesmo um escândalo que, dado um quadro como esse, alguns senhores, fingindo-se de vetustos moralizadores, queiram investigar a imprensa, que, COMPROVADAMENTE, não fez nada de errado?
O governo lulo-petista resolveu ir fundo no capitalismo de estado.

Quem sabe, um dia, setores independentes da academia — não, claro, naquele ambiente em que Aloizio Mercadante vira doutor com uma “tese” para aplaudir Lula (vergonha acadêmica alheia!!!) — decidam estudar esse modelo…

O que faz, afinal de contas, o BNDES com quase um terço das ações da JBS? Investe no “desenvolvimento econômico e social” do país? Não! Atua para consolidar uma elite dirigente no poder. Para tanto, ela precisa ter “capacidade de intervenção”, como agora se vê.
O governo tenta fingir distância do imbróglio, mas esse discurso foi desmoralizado por José Batista Júnior, um dos donos da JBS. Chamou, em entrevista à Folha, esse suposto distanciamento de “conversa de bêbados” e deixou claríssimo que o Planalto acompanha, sim, tudo de perto.

Darei um salto interpretativo, e vocês avaliem aí se estarei sendo arbitrário: é evidente que ele está afirmando que só fará negócio se tiver garantias oficiais.
Há muito tempo não vejo uma traficância feita a céu tão aberto. A justificativa é nobre: “Precisamos cuidar dos 30 mil empregos…” Balela! Como as obras são públicas e precisam ser tocadas, se os empregados saíssem da Delta, iriam para outra construtora ou empreiteira. Estamos, isto sim, é constatando que porcaria é termos um “estado-patrão”.

Seus controladores da hora, o governo, fazem o que bem entendem, sem dar satisfações a ninguém.
Está na hora de a imprensa fazer uma grande reportagem-balanço sobre os megaganhadores da era lulo-petista, identificando quanto a sua consolidação ou crescimento custaram aos cofres públicos.

Esse período transferiu, certamente, alguma renda aos muito pobres, como está dado — processo que vem de longe. Mas ninguém levou tanto como os muito ricos. Chegou a hora de identificar quem são os “lulo-burgueses”.
Cumpre não esquecer: quando a Oi comprou a Brasil Telecom, de Daniel Dantas — contra a Lei Geral de Telecomunicações —, Lula determinou que o BNDES financiasse a operação antes mesmo que ela fosse legal. A lei permitindo a compra foi mudada só depois do acordo entre as partes. Foi ali que cravei a máxima sobre o capitalismo à moda petista: no mundo democrático, os negócios são feitos de acordo com a lei; no Brasil petista, as leis são feitas de acordo com os negócios.
O petismo prometeu revolucionar o capitalismo.

Está cumprindo a promessa: sob a sua gerência, o modelo está virando um “negócio de famiglia.

Planalto nega em nota oficial interferência na venda da Delta

A secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota oficial negando a interferência do governo na compra da Delta pelo grupo JBS, de que o BNDES é acionista


Em relação às negociações sobre a mudança do controle da Delta Construção, o governo federal reitera que não interfere em operações privadas. 

São falsas, portanto, as ilações de que a referida operação teve aval deste governo.
O governo alerta que está em curso na Controladoria Geral da União processo de decretação de inidoneidade da Delta Construção.

Caso a CGU conclua pela condenação, a empresa estará impedida de ser contratada pela administração pública, nos termos da Lei 8.666 de 1993, com consequências econômicas presentes e futuras.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.”

Voltei

Ok. Tem focinho de cachorro, corpo de cachorro, patas de cachorro, rabo de cachorro, late como cachorro, mas não é cachorro.

A minha questão permanece: o BNDES será, ainda que indiretamente, sócio de uma empresa que pode ser considerada inidônea pelo próprio governo? 



Por Reinaldo Azevedo 
11/05/2012 

Sabe com quem cê tá falando?

O destino de Celso Daniel, o Coordenador Nacional da campanha de Lula à Presidência da República em 2002, foi premonitório: na véspera da tomada do poder, a ética na política, com as mãos espalmadas na direção da arma do assassino, implorando misericórdia, foi executada com oito tiros no rosto à beira de um matagal num caminhozinho de um arrabalde sórdido.
Nos meses seguintes sete das testemunhas diretas ou indiretas do crime foram assassinadas.
Passados 10 anos, tres pretos pobres foram condenados.
O de sempre.
(Pras putas parece que, no poder, os filhos andam aliviando…)
O “Sombra”, o mandado dos mandantes, continua “respondendo em liberdade” às perguntas que nunca lhe foram feitas.
E os mandantes andam por ai dilapidando o nosso futuro e reescrevendo o nosso passado com os seus proverbiais “Comitês da Verdade”…
O julgamento do caso Celso Daniel com 10 anos de atraso está aí para nos lembrar com quem é que estamos lidando.